Bloqueio de opositores bolivianos atrapalha tráfego com Argentina

La Paz, 30 ago (EFE) - Pelo menos 300 caminhões, muitos com combustível, estão parados na fronteira entre Bolívia e Argentina por causa do bloqueio dos grupos opositores ao Governo de Evo Morales, que realizam um protesto há seis dias, informou hoje uma fonte dessa região.

EFE |

Jorge Baldivieso, chefe do "comitê da greve" da localidade boliviana de Yacuiba, na fronteira com a Argentina, disse à Agência Efe que "os 300 caminhões estão parados nos dois lados da fronteira" devido ao bloqueio da ponte internacional.

Os manifestantes apóiam os governadores departamentais opositores de Santa Cruz, Beni, Pando, Chuquisaca e Tarija em sua reivindicação ao Governo de restituir aos seus departamentos a renda petrolífera, que foi reduzida em janeiro.

Segundo Baldivieso, os responsáveis pelo bloqueio sabem que seu protesto tem prejudicado as transportadoras e comerciantes na fronteira, mas manterão sua medida e podem respaldá-la a partir de segunda-feira com uma greve geral em Yacuiba, um departamento de 100 mil habitantes.

Nessa região do sul da Bolívia existem grandes jazidas de gás natural do país e operam várias empresas petrolíferas transnacionais.

O dirigente do bloqueio destacou o paradoxo vivido por essa região do Chaco, onde, apesar da riqueza proveniente do gás, existe uma grande pobreza entre a população, por isso, em sua opinião, é justificável o bloqueio das estradas para que o Governo restitua os orçamentos das localidades.

A maioria dos caminhões está parada no lado argentino da fronteira, muitos deles com óleo diesel destinados ao sul e o leste da Bolívia, em particular à rica região de Santa Cruz, onde, no próximo mês, será organizada uma feira internacional econômica.

Outros bloqueios, também pelo mesmo motivo, se mantêm na localidade de Villamontes, no departamento de Tarija, onde na sexta-feira houve confrontos porque um grupo camponês favorável ao Governo tentou dispersar os opositores que obstruíam a passagem.

Sete pessoas ficaram feridas levemente por causa dos choques, segundo a rádio estatal "Patria Nueva", os opositores determinaram hoje que fosse permitida a passagem dos caminhões nacionais e que continuasse o bloqueio para os de outros países. EFE ja/bm/db

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