Nova York, 1 jan (EFE).- O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, iniciou hoje seu terceiro mandato, conseguido graças à campanha autofinanciada mais cara da história eleitoral de EUA, com a promessa de combater o desemprego, buscar a recuperação econômica e propiciar uma política migratória mais aberta.

Perante milhares de pessoas, Bloomberg disse que não descansará "até que cada pessoa que procura um emprego o encontre, cada estudante se gradue, cada criança esteja a salvo das armas ilegais, cada família tenha uma casa e cada nova-iorquino com um sonho o tenha a seu alcance".

Em matéria de imigração, assegurou que integrará uma aliança de prefeitos do país em apoio à reforma migratória que organiza o presidente dos EUA, Barack Obama, e que deve, segundo explicou, honrar a história, defender os valores e promover a economia.

Para Bloomberg, "nenhuma outra cidade da Terra deve defender estes princípios com mais força que esta, já que nenhuma foi mais beneficiária da mão-de-obra imigrante, mais renovada pelas ideias dos imigrantes e mais revitalizada pela cultura imigrante que Nova York".

Em seu discurso, reconheceu que este mandato representa para ele "responsabilidades extraordinárias", já que para poder apresentar-se às eleições pela terceira vez - algo que não era permitido pela lei - teve que convencer aos legisladores que Nova York precisava de alguém com sua experiência para superar os estragos da crise financeira que assolou Wall Street e a recessão econômica.

Apesar desses esforços, e dos US$ 102 milhões que investiu de seu próprio bolso para financiar sua campanha - o que automaticamente eliminou outros candidatos que dependiam de doações, limitadas por lei -, Bloomberg só ganhou por quatro pontos de seu concorrente mais próximo.

Isso foi interpretado como um sinal da rejeição de parte do eleitorado à emenda do regulamento eleitoral municipal referente ao terceiro mandato.

Além disso, alguns analistas detectaram entre os eleitores certo descontentamento com a figura de Bloomberg, um dos homens mais ricos do país, já que o consideram insensível à difícil realidade econômica de muitos nova-iorquinos. EFE mgl/fm

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