Bloco africano dá ultimato a presidente da Costa do Marfim

Países vizinhos ameaçam usar força contra atual presidente se ele não entregar poder a vencedor de eleição

Reuters |

O bloco regional do oeste da África, o Ecowas, ameaçou nesta sexta-feira usar a força contra o atual presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, se ele não entregar o poder ao líder oposicionista que é amplamente considerado o vencedor da eleição realizada no mês passado no país.

A Ecowas afirmou, em um comunicado, após uma reunião de cúpula emergencial, que irá mandar um enviado especial à Costa do Marfim para dizer a Gbagbo que ele deve deixar o cargo, do contrário enfrentará "força legítima".

A Costa do Marfim está mergulhada num impasse eleitoral que já causou a morte de cerca de 200 pessoas desde que o presidente Gbagbo se declarou vitorioso na eleição realizada em 28 de novembro. As Nações Unidas e vários países dizem que o vencedor foi o rival de Gbagbo, Alassane Ouattara.

"No caso de o sr. Gbagbo não cumprir esta exigência imposta pela Ecowas (de deixar o poder) a comunidade não terá escolha a não ser adotar outras medidas, incluindo a força legítima", diz o comunicado da Ecowas.

Esta é a segunda vez em um mês que o bloco regional se reúne em Abuja, capital da Nigéria, para discutir a crise na Costa do Marfim.

"A cúpula decidiu fazer um último gesto em direção ao sr. Gbagbo, ao lhe exortar a uma saída pacífica. A esse respeito, a entidade decidiu despachar uma delegação especial de alto nível para a Costa do Marfim", diz o texto.

O comunicado não dá detalhes sobre quando a delegação irá à Costa do Marfim e quem serão seus integrantes.

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