Bloco africano anuncia sanções contra Mali após golpe militar
Medidas da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental incluem fechamento de fronteiras e bloqueio de conta do país em banco regional
O bloco africano Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) impôs nesta segunda-feira sanções contra Mali, depois de um prazo de 72 horas dado na semana passada para que a junta militar que deu o golpe de Estado que depôs o presidente Amadou Toumani Touré restabelecesse o poder e a ordem constitucional.
Insurgência:
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As sanções incluem o fechamento das fronteiras de outros países com Mali e o bloqueio da conta do país em um banco central da região, medida que busca sufocar a economia do país extremamente pobre e sem saída para o mar.
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Como Mali importa petróleo e derivados da vizinha Costa do Marfim, com o fechamento da fronteira o país pode ficar sem abastecimento de gasolina. As sanções também deixariam o país de 15 milhões de habitantes na escuridão, pois grande parte da eletricidade é proveniente da queima de diesel, especialmente no verão, quando a energia hidroelétrica é ineficaz devido à baixa capacidade freática.
Segundo Ouattara, as medidas começarão a ser aplicadas hoje e durarão até que a ordem constitucional seja restabelecida.
Em uma coletiva de imprensa no domingo, Sanogo se recusou a dar uma data prevista para as eleições e buscou fugir de jornalistas que perguntaram se ele continuaria presidente durante o período de transição antes da eleição.
Motim
O golpe de estado começou com motim porque os soldados se negam a participar dos confrontos entre o Exército e as forças independentistas tuaregue no norte de Mali, que pegaram em armas em 17 de janeiro para reivindicar separação do país.
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A insurgência étnica tuareg no note do país ganhou força quando partidários do líder deposto da Líbia, Muamar Kadafi, morto em outubro, voltaram a Mali fortemente armados. De acordo com o Exército, que apelou por armamentos mais potentes para o combate, o governo civil não fez o suficiente para conter a insurgência, que quer a separação do país.
Na sexta-feira, Sanogo pediu ajuda externa para proteger o país contra a rebelião separatista tuaregue no norte do país, alertando que a situação era "crítica". "Nosso Exército precisa da ajuda dos amigos de Mali para salvar a população civil e a integridade territorial de Mali", Sanogo disse em entrevista coletiva na capital Bamaco.
*Com AP