Blair não acredita que Brown possa vencer líder conservador, diz Levy

Londres, 27 abr (EFE).- O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair acredita que seu sucessor, Gordon Brown, não conseguirá vencer o líder conservador, David Cameron, nas eleições gerais, segundo Lorde Levy, grande arrecadador do partido no poder.

EFE |

A declaração de Levy está contida em suas memórias que começaram a ser publicadas hoje pelo dominical britânico "The Mail on Sunday" e coincide com um momento em que os trabalhistas registram queda nas pesquisas de opinião.

Levy, apelidado de "Lorde Caixa Automático" por sua habilidade em captar benfeitores, revela que Blair (1997-2007) lhe confessou que acreditava ser capaz de ganhar um quarto mandato para o Trabalhismo se continuasse à frente da formação política.

"Gordon não consegue ganhar de Cameron", teria dito Blair, segundo Levy. "Blair achava que Cameron tinha força, um momento político (adequado), uma perfil de ganhador e uma capacidade natural para se comunicar com a classe média, algo que Gordon não conseguira se igualar", diz Levy.

Levy, que foi enviado especial de Blair para o Oriente Médio, chegou a ser detido por suposta "venda" de títulos honoríficos em troca de doações ao Trabalhismo - denúncia que chegou a ser investigada pela Polícia britânica, mas acabou não gerando processo de nenhum envolvido.

Segundo o arrecadador, Blair pensava que Brown queria aproveitar o escândalo das doações para tirá-lo do poder.

Em uma entrevista ao "Mail on Sunday" pela ocasião da publicação de suas memórias, Levy disse que o ex-líder trabalhista está decepcionado de ver a queda do Trabalhismo nas pesquisas.

Em resposta às declarações de Levy, um porta-voz de Blair insistiu hoje que o antigo chefe do Governo apóia totalmente o atual líder trabalhista e acredita que ele ganhará nas próximas eleições gerais.

A queda de apoio a Brown indicada pelas pesquisas acontece dias antes das eleições para a Prefeitura de Londres, que acontecerão no dia 1º de maio, e do pleito local na Inglaterra e em Gales, que servirão de prova para se conhecer o apoio do eleitorado à liderança trabalhista.

Além da queda de popularidade, o primeiro-ministro (no poder desde 27 de junho de 2007) teve de enfrentar o mal-estar de seus deputados após algumas medidas fiscais que afetam os contribuintes com salários mais baixos.

Diante de uma rebelião trabalhista que ameaçava prejudicar sua autoridade, Brown decidiu na quarta-feira passada que o Governo compensará os afetados com ajudas. EFE vg/fb

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG