Blair entra em campanha para tentar salvar trabalhistas

Por Nigel Roddis SEDGEFIELD, Grã-Bretanha (Reuters) - Tony Blair entrou na terça-feira na acirrada campanha eleitoral britânica, tentando usar seu charme para demover o eleitorado de abandonar o Partido Trabalhista após 13 anos no poder.

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O ex-primeiro-ministro liderou o Trabalhismo em três vitórias eleitorais sobre os conservadores, a partir de 1997. Mas, após uma década no cargo, renunciou em meados de 2007, cedendo a liderança a Gordon Brown, que disputa um inédito quarto mandato trabalhista na eleição prevista possivelmente para 6 de maio.

Contar com a ajuda de Blair é uma estratégia arriscada para o partido governista. O ex-premiê é carismático em campanhas, mas muitos eleitores ainda se lembram com irritação de ele ter colocado a Grã-Bretanha na guerra do Iraque.

As pesquisas apontam uma liderança da oposição conservadora, mas por uma margem que vem caindo desde janeiro. A maioria dos levantamentos agora considera que nenhum partido obterá maioria absoluta no Parlamento, o que cria grandes chances de que Brown permaneça no poder.

Voltando ao distrito de Sedgefield, no norte da Inglaterra, que ele representou no Parlamento durante 24 anos, Blair elogiou a forma como Brown conduziu o país durante a crise econômica, com "experiência, (bom) julgamento e ousadia".

Há uma década, Blair e Brown mantêm uma relação estreita, mas não isenta de entreveros. Brown foi o poderoso ministro de Finanças durante a década de Blair no poder, e era um segredo amplamente sabido que Blair havia prometido transferir o comando a Brown em algum momento - o que provocou infinitas tensões dentro do governo.

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