Londres, 6 jan (EFE).- O ex-primeiro-ministro do Reino Unido e atual enviado especial no Oriente Médio, Tony Blair, afirmou hoje que um cessar-fogo na Faixa de Gaza poderia ser alcançado em poucos dias se forem cortadas as rotas que fornecem armas ao Hamas.

Em declarações à "Rádio 4" da "BBC", Blair disse que todas as partes "responsáveis" na região deveriam trabalhar a favor de uma suspensão imediata das hostilidades.

"Há circunstâncias nas quais podemos obter um imediato cessar-fogo, isso é o que as pessoas querem ver. Estas circunstâncias estão centradas muito em torno de uma ação clara de cortar o fornecimento de armas e dinheiro através de túneis que vão do Egito a Gaza", afirmou Blair.

"Acho que se houver uma ação forte, clara, definitiva, nos dá o melhor contexto para um imediato cessar-fogo e para começar a mudar esta situação", disse o enviado do Quarteto de Madri para o Oriente Médio (formado pela ONU, Estados Unidos, União Européia e Rússia).

Segundo Blair, o movimento islâmico Hamas, com o qual ele e outros representantes internacionais se negam a dialogar, está em contato com o Egito.

O político admitiu que é "difícil julgar" se o Hamas está disposto a dar os passos necessários para acabar com a violência.

"Eu espero que sim, porque, se realmente se preocupa com as pessoas em Gaza, há uma possível saída que poderia ser traduzida em uma interrupção imediata das hostilidades", acrescentou.

Sobre a situação humanitária em Gaza, Blair disse que é um "inferno" e há uma situação de "efetiva zona de guerra".

"Não é um território grande, é uma das áreas mais povoadas do mundo", acrescentou.

Também pediu ao presidente eleito dos EUA, Barack Obama, que trabalhe no conflito no Oriente Médio assim que assumir a Presidência, em 20 de janeiro. EFE vg/an

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