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Bjorn Lomborg pede em SP soluções inteligentes para o aquecimento global

Soluções mais inteligentes para o aquecimento global. É o que pedem os pesquisadores Bjorn Lomborg, professor adjunto da Copenhagen Business School e autor do livro O Ambientalista Cético, e Patrick Michaels, membro sênior de estudos ambientais do Cato Institute.

Carla Sasso Laki, iG São Paulo |

Em São Paulo para o FEED 2010 (Fórum Internacional de Estudos Estratégicos para o Desenvolvimento Agropecuário e Respeito ao Clima), em São Paulo, ambos afirmaram, em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (29), que a redução de emissões de carbono não é a melhor solução para a redução do aquecimento global.

"O aquecimento global é um problema. Mas cortar a emissão de carbono não é a solução mais esperta e nem a mais barata. Há outras maneiras de ajudarmos o meio ambiente, além de fazer promessas vazias. O investimento em pesquisa e atitudes verdes pode fazer uma diferença muito maior, explica Bjorn.


Bjorn Lomborg (Imagem/Getty Images)


Para Lomborg há duas maneiras do mundo ficar mais verde. A primeira se baseia na diminuição de consumo, especialmente no uso de combustível e energia elétrica.  A segunda é investir na melhor distribuição de renda. De acordo com o pesquisador dinamarquês, um melhor poder aquisitivo traz consciência ambiental e a possibilidade de adquirir produtos com tecnologia verde, mas de preços proibitivos, como um carro movido a energia elétrica.

O membro do Cato Institute compara os investimentos ambientais a um jogo de pôquer. "É como se você estive apostando e blefando em um jogo de pôquer. Você aposta, sabe que vai perder, todo mundo percebe que você vai perder, mas continua apostando e gastando seu dinheiro nisso", diz Michaels.

Lomborg complementa: "Nós precisamos assumir que falhamos. Pensarmos em soluções mais inteligentes, que tenham um efeito maior do que o corte de CO2 e que sejam mais viáveis economicamente", complementa Lomborg.

Sem esperanças para a COP do México

Questionados sobre a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP), os palestrantes acreditam que o 16º encontro, que acontece na Cidade do México no fim do ano, não trará nenhuma novidade. Michaels chegou a falar ainda do descrédito do relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). 

"É como a previsão do tempo. Você diz hoje como deve estar o clima amanhã, mas durante a noite aparecem novos dados e você é obrigado a dar uma nova previsão. Nela você varia os graus centígrados, mas o que importa é dizer se fará frio ou calor. Com o relatório do IPCC é a mesma coisa. O aquecimento global é uma realidade, mas as consequências disso é que variam", explica Michaels.

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