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Bispo que negou Holocausto diz que vai revisar evidências

BERLIM (Reuters) - Um bispo tradicionalista católico que negou a extensão do Holocausto disse que deve rever as evidências históricas antes de considerar um pedido de desculpas aos judeus. O Papa Bento 16 chocou líderes judeus e católicos progressistas no mês passado quando suspendeu as excomunhões de Richard Williamson e três outros tradicionalistas que tentam sanar um rompimento de 20 anos com a Igreja.

Reuters |

Questionado sobre suas razões para não se desculpar por seus comentários, Williamson disse à revista alemã Spiegel: "Se eu descobrisse que sou culpado, poderia fazê-lo".

Williamson disse à TV sueca em uma entrevista transmitida no dia 21 de janeiro: "Acredito que não havia câmeras de gás". Ele afirmou que não mais que 300 mil judeus pereceram em campos de concentração nazistas, em vez de 6 milhões, que é o número aceito pela maioria dos historiadores.

"Eu peço a todos que acreditem que eu não disse nada deliberadamente falso. Eu estava, com base em minhas pesquisas nos anos 80, convencido da precisão dos meus comentários", disse ele em uma entrevista publicada neste sábado.

"Agora tenho de examinar tudo de novo e analisar as evidências", acrescentou o bispo britânico.

Williamson desculpou-se com o Papa no final do mês passado pelos "problemas e aflições desnecessários" que lhe causou.

O Vaticano informou que o Papa não estava ciente das declarações de Williamson negando o Holocausto quando suspendeu as excomunhões. O Vaticano ordenou que Williamson retire publicamente o que disse se quiser servir à Igreja.

(Por Paul Carrel)

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