Bispo católico que nega o holocausto deixa a Argentina

BUENOS AIRES (Reuters) - O bispo católico ultraconservador Richard Williamson, que gerou uma polêmica internacional ao negar a magnitude do holocausto, abandonou a Argentina na terça-feira depois que o governo do país ordenou na semana passada a sua expulsão, disse uma fonte oficial. Williamson viajou para Londres pouco depois que párocos de sua comunidade realizaram os trâmites de sua saída nos balcões da companhia aérea British Airways no aeroporto internacional de Ezeiza, perto de Buenos Aires.

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"Foi-se", disse um porta-voz do Ministério do Interior, que também revelou o destino europeu do bispo.

Pouco antes de partir, Williamson protagonizou um áspero episódio no terminal aéreo, ao mostrar um punho e empurrar um jornalista enquanto avançava rapidamente em direção à área de embarque. O bispo negou-se a responder as perguntas dos jornalistas

"Sim, está indo... queremos um pouco de tranquilidade, mas é assim, ele se vai do país", disse um pouco antes à Reuters o padre Christian Bouchacourt, chefe do distrito da América do Sul da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Nascido na Inglaterra, o bispo viveu durante vários anos na Argentina, onde dirigia um seminário nas cercanias de Buenos Aires.

O Vaticano ordenou que o prelado se retrate publicamente das suas declarações, mas Williamson afirmou recentemente a um veículo de comunicação alemão que primeiro tem de revisar a evidencia histórica antes de considerar um pedido de desculpas.

(Reportagem de Juan Bustamante e Hugh Bronstein; Reportagem adicional e redação de Karina Grazina)

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