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Bisfenol A está ligado a doenças cardiovasculares e diabetes

Altos níveis de bisfenol A (BPA), usado para fabricar potes de plástico e embalagens de alimentos, na urina estão relacionados a um risco maior de doenças cardiovasculares, diabetes e anomalias hepáticas nos humanos, de acordo com um estudo divulgado nesta terça-feira.

AFP |

Analisando dados de 1.455 americanos, entre 18 e 74 anos, os autores do estudo descobriram que as concentrações mais elevadas de BPA na urina estavam ligadas a um aumento de 39%, em média, do risco de doenças cardiovasculares, do diabetes do tipo 2 e de anomalias das enzimas do fígado.

Os pesquisadores dividiram os participantes em quatro grupos iguais, segundo a concentração de BPA em sua urina. Os 25% com a taxa mais elevada dessa substância química apresentavam um risco de desenvolver doenças cardiovasculares quase três vezes maior do que os 25% que tinham a taxa mais baixa na urina.

No caso do diabetes, o risco se multiplicou por 2,4 entre esses mesmos grupos.

"A análise de estatísticas representativas da população adulta americana pôs em evidência uma relação entre as concentrações mais fortes de BPA na urina e um aumento da prevalência das doenças cardiovasculares, do diabetes e de anomalias hepáticas", afirmou o doutor David Melzer, da Faculdade de Medicina Península de Exeter, na Grã-Bretanha, principal autor do trabalho, publicado no Journal of the American Medical Association (Jama) de 17 de setembro.

O estudo, conduzido entre 2003 e 2004, é o mais amplo já feito em humanos para avaliar o risco de bisfenol A. Esse trabalho segue a linha de vários estudos realizados em animais que destacaram os efeitos nefastos para a saúde do BPA em doses baixas, sobretudo, no momento do crescimento.

O BPA pode provocar mudanças no cérebro, na próstata, nas glândulas mamárias e modificar a idade da puberdade nas meninas.

js/tt

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