O Banco Mundial (Bird) reduziu a previsão de crescimento da economia da China em 2009 para 6,5% - um ponto percentual a menos do que havia estimado anteriormente -, e disse que o país não poderá escapar do impacto da crise global. O banco diz que, apesar disso, a economia chinesa terá melhor desempenho do que outras economias e seus pacotes de estímulo estão começando a inspirar confiança.

De acordo com previsões do Bird divulgadas em dezembro, a economia mundial deverá expandir apenas 0,9% em 2009. A contração de 0,1% das economias dos países desenvolvidos será compensada por um crescimento de 4,5% das economias dos países em desenvolvimento.

O Bird acredita que a economia chinesa vai crescer menos por causa da redução da demanda internacional por produtos chineses. A China depende muito das exportações e, com a recessão nos Estados Unidos e na Europa, que estão entre os maiores consumidores de seus produtos, várias fábricas estão fechando e milhões de chineses estão perdendo o emprego.

O banco estima que 25 milhões de vagas devem desaparecer.

A nova previsão de crescimento da China está bem abaixo do mínimo de 8% que muitos analistas acreditam ser necessários para manter a estabilidade social no país. Autoridades chinesas já expressaram preocupação de que ocorram distúrbios se a economia estagnar.

Mas o Bird acredita que uma forma de evitar instabilidade é ter um sistema de bem estar social eficaz.

"O crescimento mais baixo provavelmente não prejudicará a economia ou a estabilidade social da China, especialmente se as consequências adversas da transferência e demissão de trabalhadores forem aliviadas pela (...) expansão de uma rede de segurança social."
As autoridades chinesas disseram que estão dispostas a gastar mais recursos para estimular a economia a fim de conseguir alcançar a meta de 8% de crescimento, mas o Bird diz que esta não é a estratégia correta e desaconselhou uma atenção demasiada a projetos que exijam muito capital.

"As bases da (economia da) China são robustas o suficiente para enfrentar esta tormenta, e pode ser apropriado passar o foco o máximo possível para os desafios no médio e longo prazos ao invés de um foco nos objetivos de crescimento no curto prazo", disse Louis Kuijis, economista do escritório do Bird em Pequim.

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