Quase todos os países que integram o G20 adotaram medidas protecionistas após sua cúpula de novembre, em Washington, durante a qual se comprometeram a manter suas fronteiras abertas, apesar da crise mundial, denunciou nesta terça-feira o Bird.

Segundo o Banco Mundial, 17 dos 20 países industrializados e emergentes que integram o G20 cederam ao protecionismo, com medidas, em geral, de alcance limitado.

"Os dirigentes políticos não devem ceder ao canto das sereias de soluções protecionistas, seja para o comércio, para os planos de reativação ou para o socorro aos bancos", destacou o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, citado em um comunicado do Bird.

"O isolamento econômico pode levar a uma sequência negativa de acontecimentos, como ocorreu nos anos 30, quando a situação piorou ainda mais", advertiu Zoellick.

Segundo um responsável da instituição que pediu para não ser identificado, África do Sul, Arábia Saudita e Japão são os únicos membros do G20 que não tomaram medidas protecionistas durante os últimos meses.

O G20 reúne Brasil, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido, Rússia, Argentina, México, China, Índia, Austrália, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul, Turquia e União Européia (UE).

Em um discurso pronunciado em Washington, o ministro alemão da Economia, Kark-Theodor zu Guttenberg, criticou as tendências protecionistas dos Estados Unidos, citando as medidas que favorecem as empresas locais no último plano americano de reativação.

Devemos defender os princípios de livre comércio e "acredito que a cláusula 'Buy American' (Compre América) não concorda com estes princípios", declarou Guttenberg, em um discurso no instituto de pesquisas econômicas Peterson.

fga/LR

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.