Biólogos encontram a linhagem mais antiga de formigas na Amazônia

Uma espécie de formiga até agora desconhecida que pertence à linhagem mais antiga destes insetos, com mais de 120 milhões de anos, foi descoberta na Amazônia, informou a última edição dos Anais da Academia Americana de Ciências (PNAS).

AFP |

A nova formiga foi batizada de Martialis heureka ou "formiga de Marte" porque combina características jamais observadas antes, sobretudo para viver no chão.

Cega (porque não tem olhos), pálida e dotada de grandes mandíbulas provavelmente para agarrar suas presas, esta formiga mede de dois a três milímetros.

Esta é a primeira descoberta de um novo subgrupo de família de formigas com espécimes vivas desde 1923. Os cientistas já haviam descoberto outros subgrupos, mas a partir de fósseis.

Esta formiga é provavelmente a descendente dos ancestrais mais antigos destes insetos e foi a primeira a evoluir, disse Christian Rabeling, um biólogo da Universidade do Texas em Austin (sudoeste), que descobriu a espécime em 2003 na cidade brasileira de Manaus, no coração a Amazônia.

"Esta descoberta talvez seja de grande importância em termos de evolução e revela uma riqueza de espécies de formigas que vivem ainda escondidas no solo da selva virgem", escreveu este cientista junto aos outros autores do documento.

"Com base em nossos dados de fósseis, acreditamos que o ancestral desta formiga se parece com uma espécie de vespa, talvez similar à vespa formiga primitiva Sphecomyrma, hoje extinta, encontrada em âmbar fossilizado do Cretáceo (145,5 a 65,5 milhões de anos"), acrescentou.

"A Sphecomyrma é considerada a escala ausente na evolução entre as vespas e as formigas", disse Christian Rabeling.

A descoberta deve ajudar os biólogos a compreender melhor a biodiversidade e a evolução das formigas, que vivem na Terra e desempenham papel ecológico importante.

js/lm/fp

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