Bin Laden pede que presidente somali seja derrubado

Cairo, 19 mar (EFE).- O chefe da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, fez uma chamada a seus simpatizantes para derrubem o presidente somali e islamita moderado, Sharif Sheikh Ahmed, em uma gravação de áudio colocada na internet.

EFE |

Em sua mensagem - datada de março, embora sem data concreta, com transcrição em árabe e em inglês e disponível em vários fóruns islâmicos na internet -, o terrorista pede que os "campeões da Somália" lutem contra o "Governo apóstata" de Ahmed.

Ahmed foi presidente do Conselho Executivo da União das Cortes Islâmicas e era considerado como um dos líderes moderados quando essas cortes controlavam Mogadíscio e amplos setores do país, no segundo semestre de 2006.

Bin Laden diz que Ahmed traiu o Islã e agora aceitou governar com ajuda da "lei infiel", ao aceitar a Presidência da Somália após a saída do poder de seu antecessor, Abdullahi Yousef Ahmed, em 29 de dezembro, O líder da Al Qaeda afirma que a morte é preferível "antes de baixar a cabeça" perante o Governo da Etiópia, cujo Exército, "liderado pelos Estados Unidos", derrubou os islamitas entre dezembro de 2006 e começo de 2007.

Também pede aos somalis que apoiem economicamente os mujahedins (combatentes) na compra de armas e a realização da jihad (guerra santa).

Na gravação, que inclui uma mensagem sonora de Bin Laden, uma foto dele e subtítulos em inglês, o líder da Al Qaeda diz que a vitória dos islamitas na Somália "é de extrema importância" e considera que a perda desse território "facilitaria ao inimigo devorar o coração do mundo islâmico".

Neste sentido, faz um repasse geográfico sobre a presença das potências ocidentais e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na zona, de Afeganistão e Darfur (Sudão), até o sul do Líbano e o conflito palestino.

Bin Laden pede aos mujahedin, "os honestos filhos da Somália", a seguir "o caminho da jihad".

"A infidelidade global está em apuros e crise como não se via em décadas", afirma Bin Laden, acrescentando que sua luta é um apoio para "os irmãos na Palestina, Iraque, Magrebe islâmico, Paquistão e as outras frentes da jihad". EFE jrg/an

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