'Bin Laden continuará aterrorizando EUA', garante número 2 da Al-Qaeda

Em primeiro vídeo desde a morte do líder da rede terrorista, Ayman al-Zawahiri promete prosseguir com jihad contra o Ocidente

iG São Paulo |

AFP
Imagem fornecida pelo SITE mostra Ayman al-Zawahiri em primeiro vídeo divulgado após a morte de Osama bin Laden, em 2 de maio
O número 2 da Al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, comprometeu-se nesta quarta-feira a prosseguir com a jihad (guerra santa) contra o Ocidente lançada por Osama bin Laden, morto no dia 2 de maio.

"Seguiremos adiante com a jihad até que expulsemos os invasores das terras muçulmanas", disse Zawahiri, em um vídeo, segundo o centro de vigilância de sites islamitas SITE.

"O homem que aterrorizou os Estados Unidos em vida continuará aterrorizando após sua morte", completou na mensagem de vídeo que, segundo o SITE. "O xeque Osama Bin Laden será sempre uma fonte de medo e de terror para os Estados Unidos e Israel e seus aliados e agentes corruptos", disse. Para enfatizar a missão da Al-Qaeda, Zawahiri lembrou a frase de Bin Laden, que dizia que os ocidentais "jamais estarão em segurança enquanto vivermos se eles não sairem de nossos países".

Esse é o primeiro vídeo de Zawahiri - que apareceu ao lado de uma arma automática - desde a morte do líder da Al-Qaeda em Abbottabad, no norte do Paquistão. 

Sucessor

A rede Al-Qaeda ainda não nomeou um sucessor para Bin Laden. Em maio, um egípcio que foi um oficial das Forças Especiais foi indicado líder "interino" da rede terrorista Al-Qaeda depois da morte de Osama bin Laden. Na lista do FBI, Saif al-Adel é o sétimo mais procurado, sendo oferecida por ele uma recompensa de US$ 5 milhões. 

Zawahiri, no entanto, ainda é visto como "mentor" e principal porta-voz da rede extremista. Ele pediu a "todos os mujahedines no Afeganistão, Paquistão, Iraque, Somália, na Península Arábica e no Magreb islâmico" redobrarem os “esforços na jihad contra os inimigos e seus agentes”.

Parabenizando os levantes populares na Tunísia, Egito, Líbia, Síria e Iêmen, Zawahiri garantiu aos manifestantes desses países o respaldo da Al-Qaeda. "Temos de realizar contra eles o mesmo combate contra os Estados Unidos e seus aliados", afirmou.

Zawahiri também reafirmou a fidelidade com o líder supremo dos talebans, mulá Mohammed Omar. "Renovamos nossa fidelidade com os seguidores de mulá Omar (...), e garantimos o nosso compromisso de continuar a jihad e estabelecer a sharia" (lei islâmica) no mundo muçulmano, acrescentou.

*Com AFP

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