Bin Laden apela para a Jihad para acabar com ofensiva em Gaza

O líder da rede Al-Qaeda, Osama bin Laden, convocou uma guerra santa para terminar com a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, durante gravação de 22 minutos, informou nesta quarta-feira a organização americana IntelCenter, especializada em vigiar sites islamitas.

AFP |

Nesta gravação de áudio, intitulada "Convocação à Jihad para frear a agressão contra Gaza", o chefe da rede terrorista critica a gestão árabe sobre situação em Gaza, e convoca a guerra santa para reconquistar "Jerusalém e a Palestina", num momento em que o conflito na região entrou no 19º dia.

Segundo a IntelCenter, Bin Laden também se refere nesta mensagem - a primeira de 2009 - ao fim do mandato do presidente George W. Bush e ao começo do de Barack Obama, que assumirá no dia 20 de janeiro, além de mencionar a crise econômica mundial.

Na mensagem, numa fita de vídeo, aparece uma foto de Bin Laden e a logomarca do aparelho midiático da Al-Qaeda, As-Sahab.

A última comunicação de Bin Laden datava de maio do ano passado, quando havia criticado os dirigentes ocidentais por sua participação nas celebrações do 60º aniversário da fundação de Israel, advertindo que os muçulmanos não renunciariam "a nenhuma polegada da Palestina".

No último dia 6, o número dois da Al-Qaeda, Ayman Al-Zawahiri, declarou que a ofensiva em Gaza era um "ataque do Ocidente ao islã" e convocou os muçulmanos a "atacarem interesses ocidentais e israelenses, não importa onde".

Segundo a Casa Branca, a nova gravação revela o "isolamento" do líder da Al-Qaeda e faz parte de um esforço para coletar dinheiro para suas atividades.

Gordon Johndroe, porta-voz do governo do presidente George W. Bush, disse que não cabe a ele se pronunciar sobre a autenticidade ou não da gravação. Mas, acrescentou, a mensagem "parece demomstrar seu isolamento e seus esforços para continuar tendo relevância num momento e que a ideologia, a missão e a agenda da Al-Qaeda são questionadas e desafiadas em todo o mundo".

"Também parece um esforço para arrecadar dinheiro para sua propaganda", acrescentou.

"Não há razão para duvidar do fato de que (Bin Laden) esteja vivo e tenha um papel de direção da Al-Qaeda, principalmente em nível estratégico", afirmou, por sua vez, uma fonte dos serviços antiterroristas americanos, que pediu o anonimato.

Ao contrário da Al-Qaeda, os Estados Unidos "promovem outra ideologia feita de esperança, e continuam cooperando com mais de 90 países para prender terroristas, onde quer que se encontrem", concluiu Johndroe.

ak/cn/ap/sd

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG