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Bin Laden acusa países moderados árabes de conspirar contra muçulmanos

Cairo, 14 mar (EFE).- O líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, acusou os países árabes moderados de conspirar com a aliança cruzada-sionista (Ocidente e Israel) contra a nação muçulmana, em uma gravação de áudio divulgada pela televisão catariana Al Jazira.

EFE |

"Está claro que alguns governantes árabes conspiram com a aliança cruzada-sionista contra nossa gente, e os EUA os chama de países moderados", disse Bin Laden.

Embora não tenha citado nomes, Bin Laden se referia ao Egito, à Jordânia e à Arábia Saudita.

Nesse sentido, disse que todos os Exércitos "oficiais" do mundo islâmico "estão sob o comando de governantes hipócritas".

Além disso, ressaltou que os Exércitos não oficiais (milícias) controlados por dirigentes islamitas consideram que os governantes não têm legitimidade.

Bin Laden também falou sobre o recente ataque israelense contra a Faixa de Gaza e o qualificou de "holocausto".

O "holocausto de Gaza foi um importante acontecimento histórico, uma tragédia que confirma a necessidade de que os hipócritas devem ser separados dos muçulmanos".

Nesse contexto, disse que não era possível voltar à situação anterior à operação militar israelense, que começou em dezembro do ano passado e durou 22 dias.

"O que se deve fazer é preparar seriamente a guerra santa. O caminho para libertar a mesquita de Al-Aqsa requer dirigentes verazes, independentes, fortes e honestos, que estejam à altura dos eventos, e conhecedores da religião", disse Bin Laden.

Para esse fim, o líder da Al Qaeda pediu a formação de um órgão com várias sedes regionais que aconselhe e conscientize o povo islâmico política e religiosamente.

Também pediu para buscar combatentes fora do "colar" (os países vizinhos dos territórios palestinos), para que libertem Al-Aqsa.

Nesse sentido, ressaltou que existe uma "valiosa oportunidade para os que querem libertar Al-Aqsa. Primeiro, libertando o Iraque, e, depois, indo à Jordânia, para desse local se mobilizar à Cisjordânia e abrir as fronteiras à força para libertar toda a Palestina".

Na gravação anterior a esta, o líder máximo da Al Qaeda pediu a declaração da "guerra santa" para defender a Faixa de Gaza da agressão israelense.

aj/an

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