Bill Richardson, um ex-adversário de Obama de origem hispânica

Único governador americano de origem hispânica, Bill Richardson, que será nomeado nesta quarta-feira secretário de Comércio do governo de Barack Obama, é um hábil político, que combateu o agora presidente eleito, para depois apoiá-lo e levar consigo boa parte do voto latino.

AFP |

Atual governador do Novo México, Bill Richardson, 61 anos, é filho de uma mexicana e de um americano, e passou parte de sua infância no México.

Durante quinze anos (1983-1997), Richardson foi representante no Congresso do Novo México, antes de representar os EUA nas Nações Unidas, no segundo mandato de Bill Clinton, que o nomeou secretário de Energia (1998-2001).

Richardson queria ser jogador de beisebol, mas acabou se formando em Direito na Universidade Tufts, antes de fazer mestrado em Relações Internacionais.

Corpulento e de voz forte, Richardson adora fazer campanha em seu estado e em 2002 apertou 13.392 mãos em uma feira agrícola, um recorde mundial.

No outono (boreal) de 2007, entrou na corrida pela indicação democrata à presidência dos Estados Unidos, que foi vencida por Obama.

Seu apoio público a Obama, em março, durante a disputa entre o senador negro e Hillary Clinton, foi decisiva para a escolha do senador.

Como secretário do Comércio, Richardson substituirá outro político de origem hispânica: Carlos Gutiérrez, nomeado por George W. Bush em 2005.

Richardson pretendia o cardo de secretário de Estado do governo Obama, que acabou indo para Hillary Clinton.

Casado há 33 anos, Bill Richardson foi indicado várias vezes para o Prêmio Nobel da Paz por suas negociações para a libertação de reféns, prisioneiros políticos e soldados americanos.

Richardson obteve de Pyongyang o repatriamento dos restos de soldados americanos que morreram durante a Guerra da Coréia.

Durante uma negociação com o ex-presidente iraquiano Sadam Hussein conseguiu libertar dois americanos detidos no Iraque por violar a fronteira.

Também liderou missões negociadoras em Cuba, Sudão e Nicarágua.

Em 2006, foi nomeado enviado especial encarregado de temas migratórios na Organização dos Estados Americanos (OEA), para melhorar o diálogo entre Estados Unidos e América Latina.

jz/LR

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