Bill Gates pede que setor privado ajude excluídos do desenvolvimento

Miami, 4 abr (EFE) - Bill Gates, o fundador da Microsoft, pediu hoje ao setor privado que desempenhe um papel mais ativo na busca de soluções aos problemas que afligem os segmentos da população que ficaram à margem do desenvolvimento econômico. Gates, um dos três homens mais ricos do mundo, disse que as grandes empresas devem se somar à onda do chamado capitalismo criativo, para perseguir este objetivo através de associações organizadas. Seu pedido ao setor privado foi formulado no seminário As novas alianças para o desenvolvimento do BID: Um diálogo com Bill Gates e Luis Alberto Moreno, da Assembléia Anual de Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que começou hoje em Miami e terminará na próxima terça-feira. Na medida em que as empresas trabalhem entre si, trabalhem com os diferentes Governos envolvidos, teremos sucesso na adoção de iniciativas que realmente façam a diferença entre o grosso da população, disse. O magnata acrescentou que estas iniciativas costumam ser muito complexas para ser executadas só através de uma companhia, e por isso é necessária a criação das sociedades especiais para atingir estas metas. Mas as empresas têm um papel fundamental a desempenhar, já que são as donas da tecnologia necessária para poder executar muitos destes planos, e por isso indispensáveis no processo do capitalismo criativo, ressaltou o empresário. O capitalismo está fazendo um trabalho muito bom (em melhorar o padrão de vida das pessoas),...

EFE |

O criador da Microsoft, que prometeu que doará boa parte de sua fortuna para obras beneficentes, afirmou que as empresas podem fazer muito neste aspecto, independentemente do segmento no qual atuem, sejam energéticas, de tecnologia, telefonia ou bancos.

"Temos que buscar maneiras de ver como podemos usar as ferramentas que temos à mão, para ver como podemos melhorar a vida dos mais pobres", defendeu.

Nesse aspecto, mencionou que quando se pensa sobre o microfinanciamento, "nos damos conta de que podemos fazer com que seja muito mais econômico e que podemos ajudar mais gente, porque podemos fazer uso da telefonia celular".

"Quando pensamos nas conquistas na luta contra as doenças, podemos obter vacinas que são tão baratas de se fazer, com que é possível obter uma cobertura de 100%," ressaltou Gates.

O presidente do BID, Luis Alberto Moreno, destacou a importância de criar alianças para beneficiar os setores marginalizados e alavancar o desenvolvimento da América Latina.

Nesse sentido, afirmou que os trabalhos de filantropia nos quais empresas e ONGs estão envolvidos "transformaram o horizonte de desenvolvimento". EFE so/db

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