Bill Clinton volta ao centro das atenções com sua missão em Pyongyang

Bill Clinton é um aposentado ativo. Após ter deixado a Casa Branca, no início de 2001, o 42º presidente americano, lançou uma cruzada contra a Aids, voou em socorro das vítimas da tsunami de dezembro de 2004 e aceitou o cargo de enviado especial da ONU para o Haiti.

AFP |

Mas sua última iniciativa o projeta novamente ao centro da cena: Bill Clinton surpreendeu o mundo ao aterrissar nesta terça-feira em Pyongyang e encontrar o líder norte-coreano Kim Jong-il para tentar obter a liberação de duas jornalistas americanas, funcionários da Current TV, um canal de televisão co-fundado por Al Gore, seu ex-vice-presidente.

Laura Ling e Euna Lee foram condenadas a 12 anos de trabalhos forçados por terem entrado ilegalmente em território norte-coreano.

A missão de Clinton coincide com o pleno impasse sobre o programa nuclear norte-coreano.

Assim como o ex-presidente Jimmy Carter, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2002 e já havia feito a viagem a Pyongyang em 1994, Bill Clinton, que fará 65 anos daqui a 15 dias e uma ponte de safena em seu histórico médico, tenta melhorar sua imagem defendendo causas nobres.

A explosão do escândalo sexual com Monica Lewinsky, ex-estagiária da Casa Branca, ofuscou sua imagem, mas o "garoto volta por cima do Arkansas" (sul dos EUA) não deixou de percorrer o mundo, indo de conferências - muito bem remuneradas - a regiões acidentadas.

Recentemente, Bill Clinton aceitou o cargo de enviado especial das Nações Unidas para o Haiti, o país mais pobre das Américas.

Durante estes dois mandatos (1993 a 2001), Clinton, amante do saxofone, se beneficiou do crescimento econômico, marcado por uma forte diminuição do desemprego.

No plano exterior, o ex-presidente se colocou como "promotor da paz".

Agora, o sucesso do ex-presidente na Coreia do Norte seria, em primeiro lugar, bom para sua esposa, Hillary Clinton, rival do presidente Barack Obama nas eleições internas do Partido Democrata para as presidenciais ano passado.

Pois até agora, as trocas da secretária de Estado com Pyongyang ainda não saíram do papel. Clinton classificou os norte-coreanos de "adolescentes rebeldes", e eles responderam dizendo que ela "não é inteligente".

Bill Clinton já conhece bem o caso norte-coreano. Em 1994, sua administração rubricou um contrato sobre a energia com Pyongyang, quando o nuclear norte-coreano começava a preocupar.

Em 2000, Madeleine Albright, sua secretária de Estado, foi a Pyongyang ao encontro de Kim Jong-il.

arb-mlm/lm

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