Bill Clinton viaja hoje ao Haiti para organizar ajudas e se reunir com Préval

Washington, 18 jan (EFE).- O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, viaja hoje para o Haiti para impulsionar a entrega de ajuda humanitária e se reunir com o presidente haitiano, René Préval, enquanto os EUA preparam a chegada ainda hoje de 7.

EFE |

500 militares, que se somarão aos 5.800 já destacados no país.

A visita de Clinton, enviado especial da ONU para o Haiti, acontece dois dias depois que sua esposa, a secretária de Estado Hillary Clinton, também visitou o país, devastado por um terremoto, para transferir ao povo haitiano a solidariedade e o compromisso de Washington.

O casal expressou em várias ocasiões sua proximidade com o povo do Haiti, onde passaram sua lua-de-mel há 35 anos e onde estiveram em várias outras ocasiões.

Bill Clinton já visitou em março passado o Haiti junto ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, liderando uma delegação que então buscava impulsionar a assistência ao país mais pobre da América para se recuperar da passagem dos devastadores furacões de 2008.

Em sua visita de hoje, Bill Clinton deve se reunir com o presidente haitiano e outros representantes do Governo, assim como com pessoas que trabalham nos trabalhos de resgate distribuição de ajuda humanitária.

No sábado passado, o presidente americano Barack Obama anunciou a constituição do fundo Bush-Clinton para o Haiti, destinado a obter recursos para o país caribenho e comandado pelos ex-presidentes Bill Clinton e George W. Bush.

Há cerca de 30 helicópteros americanos socorrendo os desabrigados, enquanto no litoral está ancorada a embarcação "Carl Vinson" com 51 leitos hospitalares, três salas de operações cirúrgicas, e capacidade de produzir centenas de milhares de litros de água potável por dia.

Segundo o Departamento de Estado americano, na próxima quarta-feira está prevista a chegada da embarcação Comfort, com 600 médicos a bordo.

O aeroporto de Porto Príncipe opera em plena capacidade durante as 24 horas do dia, o que permitiu receber ontem cerca de 100 voos com provisões e ajuda humanitária, 40 a mais que no sábado. Até o momento, desembarcaram na capital haitiana aproximadamente 600 toneladas de suprimentos.

Os EUA estão distribuindo em Porto Príncipe cerca de 130 mil porções de alimentos ao dia, que poderiam passar a ser 600 mil ao longo da semana, assim como 70 mil garrafas de água.

Além disso, pôs em funcionamento três purificadoras com capacidade para fornecer 180 mil litros ao dia, e é esperada a chegada de seis máquinas adicionais que poderão fornecer um milhão de litros ao dia.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. O Governo do país caribenho confirmou que pelo menos 70 mil corpos já foram enterrados.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, já tinha falado em "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 15 militares do país que participam da Minustah, a missão da ONU no Haiti, morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE pgp/fm

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