Bill Clinton vê menor divisão política no futuro dos EUA

Por Andy Sullivan WASHNGTON (Reuters) - O ex-presidente dos EUA Bill Clinton disse nesta segunda-feira que a política norte-americana nos próximos 30 anos será marcada por mais pragmatismo e inclusão, em vez das batalhas partidárias que marcaram as últimas quatro décadas.

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Na véspera da posse de Barack Obama como presidente, Clinton disse a um grupo de prefeitos que a eleição do democrata, em novembro, marcou o fim de uma era iniciada na década de 1960, quando os políticos usaram questões polêmicas, como o controle de armas, para motivar seu núcleo duro ideológico.

No futuro, previu ele, democratas e republicanos tentarão apelar para um espectro mais amplo de eleitores, preocupados com a eficácia do governo e com questões práticas.

"Não iremos mais adiante, eu acho, com a política da divisão e da destruição, que durante tanto tempo nos prendeu", disse o ex-presidente, cujos dois mandatos (1993-2001) foram marcados por duras disputas contra os republicanos, embora o país atravessasse uma fase de paz e prosperidade.

Isso, segundo ele, refletia a cultura de alienação e suspeita em relação ao governo, que se estabeleceu após a vitória eleitoral do republicano Richard Nixon em 1968. Nos últimos anos, porém, o país estaria ficando cada vez mais confortável com sua diversidade étnico-religiosa, afirmou Clinton.

Os democratas se beneficiam dessa mudança desde 2006, mas isso não significa necessariamente uma guinada à esquerda, disse Clinton, acrescentando que o domínio do seu partido não ficará garantido se os republicanos se empenharem mais na inclusão.

Clinton dedicou elogios a Obama, que derrotou sua esposa, Hillary Clinton, na acirrada disputa pela indicação democrata em 2008. Ela deve ser confirmada nesta semana como futura secretária de Estado do país.

"Acho que ele fez um ótimo trabalho até agora, tanto em suas escolhas pessoais -- gosto especialmente dessa secretária de Estado -- e nas suas decisões políticas", disse Clinton.

Na opinião dele, o pacote de estímulo econômico avaliado em 825 bilhões de dólares, que Obama pretende aprovar nas próximas semanas, precisa incluir medidas para aumentar a eficiência energética dos edifícios, pois isso criará empregos ao mesmo tempo em que reduzirá o consumo de energia e combaterá o aquecimento global.

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