Bill Clinton se reúne com Kim Jong-Il para discutir caso de jornalistas presas

O ex-presidente americano Bill Clinton se reuniu com ol líder norte-coreano Kim Jong-Il em Pyongyang, onde chegou nesta terça-feira numa visita inesperada e com o objetivo de conseguir a libertação de duas jornalistas condenadas pelo regime a doze anos de trabalhos forçados.

AFP |

A imprensa norte-coreana divulgou fotos do encontro de Clinton com o líder norte-coreano e também a informação de que o ex-presidente americano teria entregue a ele uma mensagem pessoal do presidente Barack Obama, o que foi desmentido imediatamente pela Casa Branca.

Além disso, a Casa Branca informou que por ora não faria comentários sobre a viagem de Clinton para "não arriscar comprometer a missão".

Bill Clinton é mais importante personalidade dos Estados Unidos a visitar o regime comunista desde 2000, durante sua última presidência (1997-2001), quando a ex-secretária de Estado, Madeleine Albright, viajou ao país.

A coreana-americano Euna Lee e a sino-americana Laura Ling, que trabalham para o canal de tv californiano Current TV, foram detidas em 17 de março por ter cometido, segundo Pyongyang, "atos hostis" e entrado ilegalmente em território norte-coreano.

O tribunal encarregado as condenou a 12 anos de "reeducação pelo trabalho".

Segundo especialistas, o regime norte-coreano quer usar as duas jornalistas como um meio para pressionar Washington e convencer o governo de Barack Obama a iniciar conversações diretas.

De acordo com o site Politico.com, a Coreia do Norte teria informado aos familiares das duas jornalistas americanas presas que iria entregá-las ao ex-presidente.

Bill Clinton foi recebido no aeroporto pelo vice-presidente da Assembleia Popular Suprema, Yang Hyong Sop, e pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Kim Kye-Gwan, informou a agência estatal norte-coreana.

Imagens de tv mostram Bill Clinton descendo a escada do avião e sendo recebido por uma menina norte-coreana com um buquê de flores.

"Queremos que as duas jornalistas voltem sãs e salvas", declarou um membro da delegação que acompanha a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, esposa de Bill, em sua viagem pela África, numa escala em Rota (sul da Espanha).

A Yonhap também citou uma fonte de Seul que assegura que os dois países mantiveram consultas ativas nas últimas semanas.

Segundo essa fonte, o governo de Obama planejava enviar o ex-vice-presidente Al Gore, mas Pyongyang rejeitou a ideia, aparentemente para que Washington enviasse um alto funcionário autorizado a manter conversações políticas.

A Coreia do Norte reiterou recentemente sua recusa em voltar à mesa de negociações sobre a questão da desnuclearização, e sugeriu iniciar uma "forma de diálogo específica", sem precisar de que tipo seria.

O jornal sul-coreano Munhwa Ilbo informou, citando uma fonte em Washington, que Bill Clinton voltará aos Estados Unidos já nesta quarta-feira.

As relações entre o regime norte-coreano e os Estados Unidos, assim como com seus aliados, atravessam seu pior momento depois do segundo teste nuclear de Pyongyang em 25 de maio passado.

Os testes nucleares foram condenados pelo Conselho de Segurança da ONU, que ampliou as sanções contra o regime de Pyongyang.

Os norte-coreanos reagiram ameaçando não abrir não de suas ambições atômicas e de utilizar seu plutônio com fins militares.

jkw/cn

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