Bill Clinton rejeita estabelecer prazo para fim da crise

Buenos Aires, 2 jun (EFE).- O ex-presidente americano Bill Clinton assegurou hoje que o pior da crise econômica mundial parece ter passado, mas disse que ninguém pode prever quando exatamente terminará a recessão global.

EFE |

"Sempre me perguntam quando a crise vai terminar. A crise atual vai terminar em 8 de novembro, às 15h30", brincou.

"Vocês riem, e isso prova como minha resposta é ridícula", acrescentou Clinton durante uma conferência em Buenos Aires.

O ex-presidente reconheceu que a crise começou há dois anos nos Estados Unidos com um rápido aumento das execuções hipotecárias, o que o Governo precisou atender rapidamente, pois assim teria evitado "90% da crise no mundo".

"Ninguém sabe quando essa crise vai terminar, pois há muitas variáveis, depende muito do que os países fizerem, como trabalham em conjunto e quais são as consequências não propositais que o mundo vai sofrer", ressaltou.

"Em três meses, US$ 3 bilhões de riqueza desapareceram. Parte dessa riqueza será recuperada. As pessoas perderam investimentos em ações, em petróleo, em minerais (...), alguma parte poderá ser recuperada, mas não tudo. Porém, o que sei é que vamos nos recuperar", afirmou.

Neste sentido, o democrata elogiou o trabalho conjunto realizado por nações desenvolvidas e em desenvolvimento "como jamais tinham feito", e destacou as medidas adotadas pelo Governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nas áreas de crédito hipotecário, indústria automotiva e bancos.

"Obama aprovou um pacote de estímulos econômicos de mais US$ 860 bilhões", que foi elaborado para enfrentar a crise atual "até que possam ser implementadas as reformas financeiras", disse Clinton, que viajou à Argentina para promover a fundação Clinton Global Initiative.

"O pior parece ter passado", afirmou o ex-presidente americano.

EFE nk/db

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