Biden fará primeiro grande discurso de política externa dos EUA sábado, em Munique

Barack Obama enviará neste final de semana a Munique seu vice-presidente, no comando de uma delegação que tem como objetivo mostrar que os Estados Unidos ouvem seus parceiros, na hora de elaborar uma muito esperada política externa.

AFP |

O número dois americano Joe Biden pronunciará sábado, na Conferência internacional sobre a Segurança, organizada no sul da Alemanha, o que um alto funcionário da administração descreveu como "o primeiro grande discurso de política externa da Casa Branca".

Num momento em que todas as atenções de Obama estão voltadas para a crise econômica nos Estados Unidos, Biden "vai apresentar a visão da política externa e da segurança nacional que este governo traz consigo no cenário mundial", explicou um funcionário do governo, que não quis ser identificado.

A ideia é lembrar o desejo de multilateralismo de Obama, mas também romper com o passado, depois de oito anos de presidência de George W. Bush marcados pela guerra do Iraque e pela deterioração das relações russo-americanas.

De acordo com a informação, a mensagem que Obama vai procurar transmitir o seguinte: as relações com a Europa são "sempre essenciais para a administração". Reaquecer as relações deterioradas com alguns países e desenvolver as relações existentes com os demais é algo que o governo americano leva "muito a sério", pois "não há virtualmente nenhum problema no mundo que a América possa resolver sozinha".

"A Rússia é parte da Europa, e consideramos nossas relações com a Rússia muito importantes", frisou o funcionário.

Obama também vai enviar a Munique seu conselheiro à Segurança Nacional, o general James Jones, e seu emissário especial para o Afeganistão e o Paquistão, Richard Holbrooke. O general David Petraeus, comandante das forças militares americanas do Mediterrâneo ao Afeganistão, também deve ir à conferência.

Biden manterá reuniões bilaterais com os líderes da delegação russa à margem da conferência, mas dirigentes americanos já avisaram que não vão a Munique para fazer alarde de novas políticas, nem para "concluir acordos" durante estas reuniões.

Segundo o funcionário, a ideia é mais ressaltar os interesses comuns entre os dois países frente aos grandes desafios internacionais; lembrar os grandes princípios de Obama, como a recusa a ter que escolher entre a segurança dos Estados Unidos e seus valores; e "dar o tom" das relações futuras.

Em Munique, Biden também deverá ressaltar a necessidade, para a comunidade internacional, de intensificar os esforços no Afeganistão, uma das prioridades internacionais do presidente americano.

Contudo, apesar de os Estados Unidos estarem reexaminando sua política em relação ao Irã, o vice-presidente não conversará diretamente com o presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, que também estará presente em Munique.

"Não está previsto nenhum encontro com os iranianos", destacou o responsável americano.

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