Biden fala com vice-primeiro-ministro russo, após prometer melhores relações

O vice-presidente americano, Joe Biden, se reuniu neste domingo com o vice-primeiro-ministro russo, Sergei Ivanov, após expressar no sábado sua intenção de reforçar as relações entre os dois países, no primeiro encontro bilateral desde à posse de Obama.

AFP |

"A nova administração envia um sinal muito forte, e estamos ouvindo, no sentindo de restaurar o diálogo entre Estados Unidos e Rússia", declarou Ivanov aos jornalistas, após seu encontro com Biden em Munique, sul da Alemanha, paralelamente à Conferência sobre Segurança de Munique.

O projeto americano de defesa antimísseis, que prevê enviar vários elementos à República tcheca e à Polônia, e a possível ampliação da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) à Geórgia e Ucrânia intensificaram as tensões nas relações russo-americanas nos últimos anos.

Antes de se reunir com Ivanov, Joe Biden se encontrou com o presidente georgiano Michail Saakashvili, e declarou que cabe à Geórgia decidir com toda independência se quer se juntar à Otan, uma hipótese que irrita a Rússia e alimenta um de seus maiores pontos de conflito com os ocidentais.

"Sou a favor de a Geórgia continuar desfrutando de sua independência e de sua autonomia. Corresponde à Geórgia tomar a decisão", destacou Biden.

Em seu discurso de sábado, Biden explicou as linhas gerais da Política Externa do presidente Barack Obama e destacou a vontade de sua administração de iniciar uma nova etapa em suas relações com Moscou.

O embaixador russo na Otan, Dmitri Rogozin, indicou que o discurso de Biden continha muitas insinuações e associações que apontam para uma mudança nas relações entre os dois países, inclusive no delicado assunto de escudo antimísseis.

Biden afirmou que os EUA continuariam com seu programa de defesa antimísseis, mas que o faria em consultação com a Otan e a Rússia, e se seu custo e eficácia se justificassem.

Obama também mandou a Munique como representantes americanos o Conselheiro para a Segurança Nacional, o general James Jones, o enviado especial para o Afeganistão e o Paquistão, Richard Holbrooke, e o comandante do Exército no Afeganistão e no Iraque, David Petraeus.

Holbrooke disse neste domingo, em Munique, que o conflito no Afeganistão será "muito mais duro" do que no Iraque.

"Nunca vi algo que parecesse com a desordem que herdamos no Afeganistão", destacou na Conferência sobre a segurança de Munique, sul da Alemanha.

"Não se parece com nenhum dos problemas que já enfrentamos e, do meu ponto de vista, será muito mais duro do que o Iraque, continuou.

bur-sty/lm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG