Biden e Yushchenko decidem criar comissão de cooperação estratégica

Kiev, 22 jul (EFE).- O presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, e o vice-presidente de Estado Unidos, Joe Biden, decidiram hoje a criação de uma comissão bilateral de cooperação estratégica.

EFE |

Durante as conversas mantidas em um café da manhã de trabalho, "foi definida a criação de uma comissão ucraniano-americana de cooperação estratégica, cuja primeira reunião acontecerá no segundo semestre deste ano", afirmou o serviço de imprensa da Presidência ucraniana.

Biden disse ontem às autoridades ucranianas que o "reinício" das relações entre Washington e Moscou não prejudicará a Ucrânia, mas, pelo contrário, será útil.

"Como o senhor sabe, presidente, estamos trabalhando no relançamento de nossas relações com a Rússia. No entanto, quero garantir ao senhor e a todo seu povo que isso não ocorrerá em detrimento da Ucrânia", disse Biden a Yushchenko, após suas conversas.

Além disso, o vice-presidente dos Estados Unidos disse que seu país apoiará a entrada da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), se assim desejar o povo ucraniano.

"O presidente (dos EUA, Barack) Obama e eu declaramos claramente que, se vocês querem ser parte da integração euroatlântica, nós apoiaremos essa decisão", afirmou.

Biden chegou na segunda-feira à Ucrânia em uma viagem que inclui também uma visita à Geórgia, que começa hoje e que tem como objetivo referendar o respaldo de Washington a estas duas ex-repúblicas soviéticas.

Está previsto que, ainda hoje, o vice-presidente americano se reúna em um jantar oficial com o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili.

Biden se reunirá amanhã com o chefe do Estado georgiano para reafirmar o respaldo de Washington à independência e integridade territorial dessa antiga república soviética no Cáucaso Sul.

Além disso, se reunirá com os principais líderes da oposição: o presidente do Nossa Geórgia-Democratas Livres, Irakli Alasania; o líder da Oposição Unida e ex-candidato à Presidência, Levan Gachechiladze; e a ex-presidente do Parlamento Nino Burdzhanadze.

EFE bk-egw/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG