Biden diz que secretário-geral da Otan não precisa ser europeu

Bruxelas, 10 mar (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse hoje que representantes de nenhum país aliado devem ser excluídos da Secretaria-Geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), posto tradicionalmente ocupado por europeus para compensar que o chefe militar seja sempre americano.

EFE |

Em entrevista coletiva na sede da Otan, Biden afirmou que, em todo caso, os EUA ainda não tomaram uma decisão sobre seu candidato a suceder o atual secretário-geral, Jaap de Hoop Scheffer, cujo mandato termina em 31 de julho.

O nome do novo líder da organização, que deverá ser eleito por consenso, será anunciado na próxima cúpula de chefes de Estado e de Governo da Otan, que acontece em 3 e 4 de abril, nas cidades de Estrasburgo (França) e Kehl (Alemanha).

Neste fim de semana, o jornal "The Washington Post" publicou que Biden apoia para este posto o ministro da Defesa canadense, Peter MacKay, como forma de recompensar o país vizinho pelos mais de 100 soldados mortos no Afeganistão desde 2002.

Entretanto, esta possibilidade dificilmente seria aceita pelos europeus, cujos nomes mais cogitados são o do primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, e o do ministro de Assuntos Exteriores polonês, Radoslaw Sikorski.

Por enquanto, somente a Bulgária apresentou oficialmente uma candidatura à Secretaria-Geral, a de seu ex-ministro de Relações Exteriores Solomon Passy. EFE met/jp/an

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