Biden defende críticas de Obama a decisão da Suprema Corte

Washington, 28 jan (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, defendeu hoje as críticas do presidente do país, Barack Obama, a uma decisão da Suprema Corte que eliminou os limites às doações eleitorais feitas por empresas e demais organizações.

EFE |

Obama "não questionou a integridade do tribunal, mas seu critério", afirmou Biden em declarações à rede de televisão "ABC".

Ontem à noite, o presidente americano afirmou durante seu discurso sobre o Estado da União que a decisão "reverteu um século de jurisprudência" e que, em sua opinião, abrirá as portas para uma era de interesses especiais.

O presidente insistiu que entre esses interesses especiais estão também os das empresas estrangeiras.

"Não acho que as eleições americanas devam ser financiadas pelos interesses mais poderosos dos EUA ou, pior ainda, por entidades estrangeiras", afirmou Obama, que pediu ao Congresso para que aprove uma lei que restabeleça limites às doações eleitorais de empresas e organizações.

Biden afirmou que "muitas das empresas multinacionais têm participação de capital estrangeiro. Acho que é uma decisão escandalosa", disse.

O juiz da Suprema Corte Samuel Alito, presente ontem no discurso de Obama e um dos que votou a favor da decisão, fez um gesto de desaprovação durante os comentários críticos de Obama.

Os líderes democratas no Senado, sentados atrás de Alito e de outros membros do tribunal, aplaudiram quando Obama criticou a decisão da máxima instância judicial americana. EFE tb/bba

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