Biden alerta contra deterioração da segurança no Afeganistão

Bruxelas, 10 mar (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu hoje aos aliados que colaborem em uma nova estratégia para o Afeganistão, porque a deterioração da segurança na região onde foram planejados os atentados contra Nova York, Londres e Madri é uma ameaça para todos.

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"Nessas montanhas, foram projetados estes ataques e, nessa mesma área remota, a Al Qaeda e seus aliados extremistas se recuperam e concebem novos atentados no Afeganistão, Paquistão, Índia, EUA, Europa e Austrália", advertiu Biden perante o Conselho do Atlântico Norte, principal órgão de decisão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Por este motivo, a Administração americana quer envolver todos os aliados no reforço da presença no Afeganistão, onde os EUA mobilizarão 17 mil soldados adicionais aos 36 mil atuais nos próximos meses.

Biden disse que foi enviado à sede da Otan em Bruxelas pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "para ouvir" os outros países aliados e saber sua opinião sobre o que está funcionando e o que está falhando nas missões no Afeganistão e no Paquistão.

Mas, após se chegar a um consenso sobre o caminho a seguir na área onde "virtualmente são planejados todos os grandes ataques terroristas" da atualidade, "o que os EUA esperam é que cada um mantenha os compromissos adquiridos para chegar a essa estratégia comum", acrescentou o vice-presidente.

Biden apelou à "responsabilidade" dos governantes na proteção de seus cidadãos, e pediu "por favor" que a Europa compreenda que a necessidade de aumentar o esforço na missão contra os insurgentes não se inscreve em "uma visão centralista".

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, lembrou aos 26 embaixadores reunidos com Biden que o conselho informal de ministros Assuntos Exteriores da semana passada serviu para se chegar ao "compromisso coletivo de fazer um esforço adicional na Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) durante este ano".

EFE met/an

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