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Biden acusa Cheney de desinformar sobre luta antiterrorista de Obama

Washington, 14 fev (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou hoje que seu antecessor no cargo, Dick Cheney, ou está desinformado ou está desinformando os americanos sobre o compromisso com a luta antiterrorista do atual Governo.

EFE |

No programa "Meet the Press", da rede de televisão "NBC", Biden foi questionado sobre os constantes ataques de Cheney à política de segurança nacional do presidente Barack Obama, e considerou que seu antecessor quer "reescrever a história".

Segundo Cheney, Obama "tenta fingir" que os Estados Unidos não estão em guerra contra o terrorismo.

"O presidente Obama disse que estamos em guerra contra a Al Qaeda. Eliminamos 12 de seus 20 líderes mais importantes e centenas de seus membros", ressaltou Biden.

Segundo ele, os terroristas da Al Qaeda "já não podem fazer nada parecido ao que podiam fazer antes e estão fugindo" graças ao sucesso da luta antiterrorista dos EUA.

"Não sei onde esteve Dick Cheney" nesse período, afirmou Biden, notavelmente irritado.

Para o atual vice-presidente americano, uma coisa é criticar o Governo e outra é querer "reescrever a história".

"O fato é que suas alegações não são verdadeiras. Uma coisa é se pronunciar e outra é apresentar os fatos de forma errada", ressaltou.

Biden acrescentou que seu antecessor "talvez não esteja plenamente informado sobre o que está acontecendo, porque nunca antes houve tanta ênfase e recursos" na luta contra Al Qaeda e seus membros.

O vice-presidente dos EUA também indicou que a Guerra do Iraque não merecia "este horrível preço" que o país e muitos outros países tiveram de pagar. Segundo ele, isso deixou aos EUA em uma posição mais vulnerável no Afeganistão.

Apesar de tudo, Biden se mostrou confiante de que as eleições iraquianas de março sejam bem-sucedidas e que cerca de 90 mil soldados americanos possam retornar aos EUA em meados deste ano.

Mais de 4.370 soldados americanos morreram no Iraque desde 2003, quando o então presidente americano George W. Bush ordenou a invasão ao país.

Dick Cheney, por sua vez, disse na rede "ABC" que o Governo Obama se equivocou quando declarou que o jovem nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab - autor do frustrado atentado em um voo de Amsterdã a Detroit no dia de Natal - atuava sozinho em vez de vinculá-lo à rede Al Qaeda.

Além disso, Cheney também criticou o fato de quererem julgar o nigeriano em um tribunal federal.

O ex-vice-presidente não se mostrou surpreso com as críticas de Biden. Ele disse que o fato de que o Governo Obama atribua o êxito dos EUA no Iraque a suas próprias políticas "é um pouco estranho".

Segundo Cheney, o Obama deveria agradecer Bush. EFE cai/sa

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