BID voltará esforços para reconstrução do Haiti

Bogotá, 13 jan (EFE).- O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o colombiano Luis Alberto Moreno, disse hoje que essa entidade financeira voltará seus esforços para a reconstrução do Haiti, como principal doador multilateral do país caribenho, devastado por um terremoto de 7 graus na escala Richter.

EFE |

As informações do BID, admitiu Moreno, não permitem, por enquanto, quantificar os prejuízos materiais, nem o que seria necessário para a reconstrução.

"Como principal instituição financeira de toda a região latino-americana, somos o principal doador do Haiti como doador multilateral, e, obviamente, nosso enfoque principal será ao redor de todos os temas de reconstrução", disse o diretor, em entrevista à colombiana "RCN", em Washington.

Moreno confirmou que, inicialmente, há "recursos pequenos", próximos a US$ 200 mil, que serão enviados ao Haiti como primeira resposta para as diversas organizações que precisam do montante para a evacuação de escombros e atendimento ás vítimas.

"Estamos dando cerca de US$ 130 milhões em recursos ao Haiti e, certamente, vamos estudar como redirecionar muitos desses recursos para tudo o que tem a ver com reconstrução", acrescentou.

O presidente do BID acrescentou também que os 20 funcionários internacionais que trabalham no Haiti estão bem e a maioria dos locais também, apesar de a sede do banco ficar ao lado do escritório da ONU que foi destruído no terremoto.

Moreno pediu também a solidariedade e generosidade de todo o mundo para trabalhar pelo Haiti, um "país pobre que tem tantas dificuldades e não merecia uma tragédia deste tamanho".

O terremoto causou grande destruição na capital, Porto Príncipe, onde pelo menos 100 edifícios desabaram e onde milhares de pessoas podem permanecer sob os escombros, enquanto pode haver um alto número de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 11 militares do país participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto, enquanto pelo menos cinco militares ficaram feridos.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no terremoto. EFE fer/an

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