Bogotá, 24 fev (EFE).- A franco-colombiana Ingrid Betancourt, sequestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 23 de setembro de 2002, disse ter se sentido aliviada ao estar livre pela primeira vez em sete anos de cativeiro.

Resgatada pelo Exército da Colômbia em 2 de julho de 2008, Betancourt enviou uma mensagem divulgada hoje pela "Rádio Caracol" pedindo a libertação dos 22 policiais e militares que ainda estão em poder da guerrilha para serem usados como moeda de troca.

"Durante todos os anos que passaram voltei a viver esta data com dor, amargura e angústia, compreendendo que outro ano de cativeiro se acrescentava a meu calvário sem saber quando chegaria ao fim", expressou a ex-candidata à Presidência da Colômbia, que reside em Paris.

"Que o alívio partilhado hoje nos dê a força para continuar lutando por aqueles que ainda precisam de nós. Vamos rezar para que logo encontremos a paz de espírito na libertação dos meus 22 companheiros de cativeiro, ainda nas mãos das Farc", concluiu.

Ingrid Betancourt foi resgatada junto com os americanos Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonsalves, além de 11 militares e policiais.

A ex-candidata fez parte de um grupo de "passíveis de troca" que seria usado pelas Farc para libertar cerca de 500 rebeldes presos.

EFE gta/dp

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