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Betancourt: É preciso usar palavras, e não armas, para defender as idéias

Florença (Itália), 3 set (EFE).- A franco-colombiana Ingrid Betancourt disse hoje à Agência Efe, em Florença (centro da Itália), onde recebeu a cidadania honorária, que sua luta após ser libertada das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) será mostrar que é preciso usar palavras para defender as idéias.

EFE |

"É preciso usar as palavras para defender nossas idéias, e não as armas, a morte e a tortura para nos fazer ouvir. Esta será minha luta", disse Betancourt à Efe.

A ex-candidata à Presidência colombiana, libertada em 2 de julho após mais de seis anos sob poder das Farc, confirmou que não voltará à política e que sua missão agora será "falar e falar", e "buscar as palavras certas para tocar os corações duros".

"É preciso fazer tudo o necessário para que o ser humano deixe de ser um monstro, abrindo as consciências para que as pessoas estão agindo de maneira atroz se dêem conta de que há outro caminho e outra maneira de agir na vida", acrescentou.

Lembrando seu cativeiro nas mãos das Farc, afirmou que, para se fazer ouvir, "não há necessidade de fazer outros seres humanos sofrerem, nem por religião, nem por política, nem por qualquer outra razão".

Betancourt acrescentou que "significa muito" esta viagem à Itália, que começou na segunda-feira e terminará amanhã, após uma visita a Pisa (centro), pois lembrou que, "há apenas alguns meses, não podia nem imaginar que poderia viajar para estes lugares".

A franco-colombiana disse que esta viagem serve para "agradecer pela vida" a todas essas pessoas que lutaram por sua libertação e pela dos outros seqüestrados das Farc.

"Agora preciso me contagiar com as forças de todos aqueles que lutaram por mim, e lutar pelos necessitados e pelos que sofrem", acrescentou. EFE ccg/an

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