A política franco-colombiana Ingrid Betancourt afirmou na noite de quarta-feira que a história não registra mais do que os que assinam a paz, não os que fazem a guerra, ao qualificar de operação de paz o resgate militar dela e de outros 14 reféns das Farc.

"Esta operação de paz vai ficar gravada nos anais da história, não apenas da nossa, mas do mundo inteiro", disse em um discurso exibido a partir do palácio presidencial depois de um pronunciamento do presidente Alvaro Uribe.

Ela manifestou a esperança de que o resgate, dela e dos companheiros, represente a "abertura de um caminho de paz" e afirmou que "só acredita na paz".

Betancourt considerou a operação militar uma "sinfonia perfeita" e agradeceu ao Exército.

A ex-candidata presidencial, seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 23 de fevereiro de 2002, se declarou ainda "muito orgulhosa de ser colombiana".

Muito emocionada, Betancourt relatou a Uribe momentos do resgate, especialmente a alegria quando foi anunciado no helicóptero que os retirou da selva, que estavam todos livre, ela três americanos e 11 oficiais colombianos.

Ela confessou ter sentido medo de que o helicóptero caísse e atribuiu o temor aos "momentos difíceis vividos".

"Presidente, é que você não acredita que a felicidade seja para você", acrescentou, sem conseguir evitar as lágrimas.

Ela disse ter perdoado os captores e pediu ao novo comandante das Farc, Guillermo León Sáenz (conhecido como Alfonso Cano) que "poupe a vida" dos guerrilheiros que estavam encarregados de sua custódia.

pro/fp

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