Betancourt pede liberdade como presente de Natal para reféns

Paris, 27 nov (EFE).- A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt quer que os seqüestrados colombianos saibam, mesmo com a dor da separação que viverão no Natal, que ela seguirá lutando para que sejam soltos.

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As declarações foram feitas por Betancourt na véspera das manifestações que acontecerão em diversas regiões colombianas e de outros países.

"Provavelmente a proximidade do Natal era o momento mais duro para mim quando estava na selva", explicou a ex-refém na sede da Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) em Paris.

Da capital francesa, ela vai a Madri para participar de uma passeata com o lema: "Natal em liberdade: pela libertação dos seqüestrados".

Manifestações simultâneas com o mesmo espírito acontecerão na Colômbia, onde Betancourt afirma que participarão "milhões" de pessoas, além de em outras cidades como Paris, onde vive parte da família da ex-refém.

Segundo ela, a passeata é uma "questão moral que responde a uma necessidade e a um sonho, pois era no Natal que se fazia a conta" dos anos que estavam em cativeiro.

Por isso, Betancourt, que passou seis anos e meio nas mãos das Farc, quis transferir aos cerca de 2.800 seqüestrados do país a mensagem natalina de que não desistirá.

No primeiro Natal que pode voltar a compartilhar com seus parentes, Betancourt preparou um "presente" para os seqüestrados que, de acordo com ela, será entregue em forma de mensagem de esperança.

A Colômbia vive um dos dramas humanos mais graves do mundo, junto com o Sudão, o país com maior número de deslocados, com cerca de quatro milhões.

Os paramilitares apoiados pelo Exército, segundo a FIDH, são responsáveis pelo desaparecimento de ao menos 15 mil pessoas cujos corpos foram enterrados em valas comuns ou jogados em rios. EFE jaf/rr

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