Bogotá, 15 mar (EFE).- A franco-colombiana Ingrid Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) até julho do ano passado, pediu o divórcio do marido Juan Carlos Lecompte, sob a alegação de separação de corpos de fato pelos seis anos em que esteve sequestrada, diz a revista Semana, de Bogotá.

A publicação afirma que Betancourt já entrou com o processo e ressalta que a legislação do país estabelece que o divórcio só pode ser solicitado quando a separação do casal completa dois anos.

A ex-senadora e ex-candidata à Presidência da Colômbia casou-se com Lecompte em 1997 e cinco anos depois foi sequestrada pelas Farc, que a incluíram em uma lista de reféns com fins de troca por 450 integrantes presos.

Ela foi resgatada em 2 de julho de 2008, junto com três americanos e 11 policiais, em uma operação militar disfarçada das forças armadas colombianas.

Durante estes anos, o publicitário Lecompte manteve uma campanha pessoal em favor da libertação de sua mulher com ações que incluíram diversos voos sobre as florestas do leste e do sudeste do país nas quais ela estava presa.

Nestes sobrevoos, Lecompte jogou milhares de mensagens e fotografias de Mélanie e Lorenzo Delloye, filhos do primeiro casamento de Betancourt com um diplomata francês.

Lecompte lamentou que Ingrid não tenha reconhecido seus esforços nem sequer no encontro que teve com ela no dia em que foi resgatada e no qual a ex-candidata presidencial assumiu diante dele uma atitude fria, presságio do rompimento, que o deixou desconcertado.

A revista sustenta que o pedido foi rejeitada pelos advogados de Lecompte, que "alegam que não se tratou de uma separação voluntária, mas causada por força maior".

"Por isso estão contra-atacando com outro processo, para ele peça o divórcio, podendo apresentar como provas revelações recentes dos norte-americanos libertados", acrescenta a publicação.

Segundo a "Semana", testemunhos de ex-reféns sugerem uma possível relação de Betancourt com algum companheiro de cativeiro.

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