Bogotá, 31 dez (EFE).- A ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, que esteve mais de seis anos em poder das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc), declarou-se hoje desconfiada sobre uma troca efetiva de rebeldes desse grupo por reféns, e acredita que se está mais perto de um resgate militar.

"O Exército está cercando os acampamentos e aí aumentam as possibilidades de resgate", disse Betancourt, em entrevista à "Rádio Caracol".

Acrescentou que essa possibilidade de recuperar a liberdade pode aumentar "aproveitando os combates" e, assim, "os sequestrados possam voar".

Para Betancourt, a troca proposta pelas Farc é uma fantasia e se está mais perto do resgate militar do que da entrega humanitária dos sequestrados.

Segundo a ex-candidata presidencial, que permaneceu como refém durante seis anos da principal guerrilha colombiana e foi resgatada na famosa operação "Jaque" do Exército colombiano em julho de 2008, disse também que rebeldes saem todos os dias da prisão, enquanto os sequestrados não têm maiores opções de liberdade.

"Os guerrilheiros saem das prisões ou cumprem suas penas, ou, com corrupção, conseguem sair da prisão, mas, e os sequestrados, que opção têm?", perguntou Betancourt.

A política colombiana, que também tem nacionalidade francesa, respondeu à entrevista de um lugar não precisado no exterior, e se declarou a favor de uma negociação com as Farc, apesar de que os reféns, disse, veem os dias passarem sem nenhuma possibilidade de liberdade.

Ingrid Betancourt voltou a enviar hoje uma mensagem a todos os sequestrados na Colômbia e quis dar-lhes ânimo.

"Estou abraçando a cada um, ânimo para seguir adiante, fiquem tranquilos que vamos conseguir", disse. EFE rrm/an

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