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Betancourt está menos doente do que se pensava , diz ministro francês

O ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, afirmou nesta segunda-feira que o estado de saúde da franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há seis anos, pode ser menos grave do que o comentado nos últimos dias. Nós temos a impressão de que não apenas ela está viva, mas também que ela está melhor do que dissemos, disse o chanceler francês em uma entrevista ao canal de TV LCI, sem especificar, no entanto, as fontes dessa nova informação.

BBC Brasil |


"Posso estar enganado", ressaltou, no entanto, Kouchner. O ministro reiterou que o estado de saúde de Ingrid Betancourt se deteriorou, mas deu a entender que as recentes informações sobre o assunto poderiam ser exageradas.

Várias informações e rumores circulam atualmente sobre a piora do estado de saúde de Betancourt, que poderia estar correndo risco de vida. A ex-senadora e ex-candidata à presidência da Colômbia teria hepatite B e sofreria de leishmaniose.

Seu filho, Lorenzo Delloye, disse na semana passada que ela poderia morrer se não recebesse "uma transfusão sangüínea nas próximas horas".

Missão

O ministro Bernard Kouchner afirmou, no entanto, que os esforços para conseguir a libertação de Betancourt continuam.

"Em todo o caso, nós estamos fazendo tudo para libertá-la imediatamente", disse Kouchner.

A missão humanitária enviada pela França à Colômbia na semana passada, em conjunto com a Espanha e a Suíça, para tentar ter acesso a Ingrid Betancourt permanece imobilizada em Bogotá desde a última quinta-feira.

Até o momento, a missão não conseguiu entrar em contato com as Farc, confirmou o ministro francês.

A imprensa francesa afirmou neste último final de semana que a missão humanitária poderia em breve deixar a Colômbia. "Não vamos partir depois de 24 horas. Estamos esperando um sinal das Farc", disse Kouchner.

No domingo, cerca de 20 mil pessoas participaram de uma manifestação em Paris para pedir a libertação de Ingrid Betancourt.

A passeata contou com a presença da primeira-dama francesa, Carla Bruni Sarkozy, e de vários ministros, além da presidente da Argentina, Christina Kirchner.

Manifestações de apoio a Ingrid Betancourt também foram realizadas em outras cidades francesas no domingo.

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