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Betancourt elogia operação de resgate limpa e sem um único morto

Um grupo de 15 reféns das Farc, alguns deles com mais de 10 anos em cativeiro, foi resgatado nesta quarta-feira pelo Exército, em uma operação limpa e sem um único morto, relatou a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt.

AFP |

"De alguma maneira, pensávamos que, se houvesse um resgate, claro, corríamos o risco de morrer, mas que bom morrer tocando a liberdade com as mãos assim, que fosse por um segundo, e não morrer baleados simplesmente por uma execução da guerrilha", declarou ela, ao ser questionada sobre a decisão do presidente Alvaro Uribe.

A ex-refém, que também tem nacionalidade francesa, lembrou dos 11 deputados provinciais assassinados há um ano pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), após cinco anos em cativeiro.

Para Betancourt, "apesar de angustiante, para nós, os seqüestrados, o resgate era uma opção menos ruim do que o seqüestro".

Ela recordou ainda que, na segunda prova de sobrevivência enviada em agosto de 2003, pediu ao presidente Uribe que a resgatassem.

"Na segunda prova de sobrevivência, pedi ao presidente que fizesse uma operação militar, mas que contasse com nossas famílias, porque eu sentia que era um tema muito delicado para os nossos", acrescentou.

"Agradeço ao presidente Uribe que tenha tomado o risco de fazer isso. Sei que deve ter sido um momento muito difícil, porque a operação era muito arriscada, mas se fez de maneira impecável", frisou, na entrevista coletiva à imprensa, após descer do avião que a levou para Bogotá.

Seguem abaixo algumas das principais declarações dadas por Ingrid:

- Sobre o resgate:

"A operação foi absolutamente impecável. Nós não sabíamos o que estava acontecendo. Não se disparou um único tiro, não se matou ninguém. Eles nos tiraram com grandeza".

"Acho que isso é um sinal de paz para a Colômbia. Nós podemos conseguir a paz, se confiarmos em nossas forças militares".

"Subimos com muita dificuldade no helicóptero, porque nos obrigaram (...) a amarrar as mãos, isso foi muito humilhante. Eles nos colocaram no helicóptero, amarram nossos pés, as mãos. Eu pedi a Deus para que me desse forças para aceitar essas e outras tantas humilhações que pensava que estavam por vir".

"De cara, um golpe de força. Neutralizaram os comandantes que haviam subido conosco no helicóptero, e o chefe da operação gritou: 'somos o Exército nacional, vocês estão livres'".

"As pessoas que ficaram lá, os guerrilheiros que eram nossos guardas, nós os deixamos vivos, e Deus queiram que continuem assim, porque espero que não estejam sujeitos à execução por parte das Farc".

- Sobre a solidariedade internacional:

"Sei que, com o presidente (Nicolas) Sarkozy, com todos os franceses, com todos os amigos, com toda a Europa, com todos os que nos apoiaram, vamos continuar lutando pela liberdade dos que ficaram".

"Acho que a intermediação de (Hugo) Chávez e de Rafael Correa (presidentes de Venezuela e Equador) é muito importante. Acho que eles são aliados importantes nesse processo, mas sob um condicionante que tem de ser o respeito da democracia colombiana. Os colombianos elegeram Alvaro Uribe, não as Farc".

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