continua preso a uma árvore da selva - Mundo - iG" /

Betancourt diz que seu coração continua preso a uma árvore da selva

Madri, 24 set (EFE).- A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt reconheceu hoje estar feliz com seu retorno à liberdade em julho e acrescentou que seu coração continua preso a uma árvore da selva, onde passou mais de seis anos.

EFE |

Betancourt acompanhou hoje o outro ex-refém e ex-parlamentar colombiano Luis Eladio Pérez, libertado no início do ano após quase sete anos em cativeiro e que narrou esta experiência no livro "Infierno verde", lançado na Casa de América, em Madri.

Escrito em primeira pessoa com a ajuda do jornalista Darío Arizmendi, o livro se baseia principalmente na experiência pessoal de Pérez e de outros companheiros de cativeiro, sem esquecer algumas reflexões sobre a atual situação política e social na Colômbia e o problema da violência, do narcotráfico e da guerrilha.

O lançamento do livro foi prestigiado por várias pessoas e trouxe à memória dos ex-reféns momentos emocionantes: Betancourt e Pérez deixaram escapar algumas lágrimas quando lembraram sua dramática experiência.

"Ele foi minha família na selva", disse Betancourt, libertada em uma operação militar em julho.

Toda a entrevista coletiva teve um sentimento de tristeza, pois os dois ex-reféns insistiram que sua felicidade não será completa até que os outros seqüestrados voltem para casa e sempre como conseqüência de um acordo pacífico e não de um resgate militar, opção que rechaçaram por colocar a vida dos prisioneiros em risco.

Betancourt e Pérez pediram que os líderes das Farc reflitam e busquem mudar a Colômbia através da política e não das armas.

Seguindo esta linha, Betancourt apelou aos líderes latino-americanos que intercedam e pressionem a guerrilha colombiana com o objetivo de abandonar a luta armada e optar pela ação política.

Já Pérez insistiu que esta pressão internacional deve ser dirigida para as Farc e não para o Governo do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, para reconhecer politicamente a guerrilha.

Os ex-reféns agradeceram os esforços europeus para sua liberação, especialmente de Espanha, Suíça e França.

Betancourt será recebida hoje à tarde pelo rei Juan Carlos. EFE jgb/wr/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG