grande avanço na libertação dos reféns das Farc - Mundo - iG" /

Betancourt destaca grande avanço na libertação dos reféns das Farc

Caracas, 9 dez (EFE) - A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt afirmou hoje em Caracas, a última etapa de sua visita à América do Sul, que esta viagem foi um grande avanço na luta para conseguir a libertação de todos os seqüestrados pela guerrilha. Betancourt, que se reuniu na segunda-feira com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, após fazer o mesmo nos últimos dias com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os governantes de Argentina, Bolívia, Chile, Equador e Peru, assegurou em entrevista coletiva que, durante sua viagem, foram alcançados fatos concretos. O primeiro fato concreto é a vontade de trilhar um caminho juntos buscando uma solução ao tema da libertação dos seqüestrados, afirmou a ex-candidata presidencial colombiana, apesar de ter dito que estes fatos têm que amadurecer. Betancourt explicou que também informou sobre os encontros que teve em sua viagem aos presidentes do Uruguai, Tabaré Vásquez, e Paraguai, Fernando Lugo. A ex-refém das Farc concluiu que, na região, existem os melhores líderes para antecipar um sonho (...

EFE |

), que é o de uma América do Sul unida" na busca da libertação dos seqüestrados pelas Farc.

A política franco-colombiana destacou que o mais "interessante" da viagem foi aglutinar o "peso de todo um continente falando unido a favor da liberdade dos seqüestrados".

Ela convidou os presidentes da região a participar, "deixando de lado as posições políticas", porque "a contribuição de cada um é essencial" e, neste caso, "simplesmente trata-se de uma ação humanitária".

"Acredito na pressão do grupo (...) na união de todos os presidentes da América do Sul para fazer os comandantes das Farc sentir que estão sendo vigiados e que não têm espaço para tentar justificar o que fazem", afirmou.

A ex-refém das Farc, que ficou mais de seis anos em poder da guerrilha nas selvas da Colômbia antes de ser resgatada em uma operação militar em julho, reiterou seu "apelo" ao grupo para que abandone o seqüestro "como arma revolucionária" e reconheça seu "erro".

"Essa retificação pode trazer benefícios muito maiores a eles do que a visão de curto prazo de uma troca humanitária. Está em jogo a credibilidade das Farc para poder ser um interlocutor legítimo em processo de paz na Colômbia", afirmou Betancourt.

Nesse sentido, rejeitou a possibilidade de conseguir um "acordo humanitário" e defendeu a necessidade de buscar "outras vias que não tenham tentado anteriormente" para conseguir a libertação dos reféns das Farc, 28 declarados "passíveis de troca" pela guerrilha e três mil por motivos econômicos.

Betancourt reiterou também seu agradecimento a Chávez pelo processo de mediação que liderou e que derivou na libertação de seis ex-congressistas colombianos, entre janeiro e fevereiro deste ano, ao afirmar que "ele conseguiu o que ninguém tinha conseguido".

"A proximidade ideológica de Chávez com as Farc é uma bênção, porque alguém tem que falar" com a guerrilha, disse Betancourt, apesar de ter destacado que "nunca" pensou que o líder venezuelano "tivesse relações clandestinas ou pecaminosas" com os rebeldes.

Betancourt, que negou novamente ter interesse em voltar à vida política na Colômbia, deixará a Venezuela nas próximas horas para viajar para Bogotá novamente.

Dali deve voltar à França, viagem que poderia realizar junto ao guerrilheiro desmobilizado Wilson Bueno Largo, conhecido como "Isaza", se for concretizado seu asilo político no país.

"Isaza" ajudou o ex-congressista Oscar Tulio Lizcano a fugir das Farc após oito anos de seqüestro e se entregou ao Exército colombiano em 26 de outubro. EFE mmm/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG