Betancourt declara que seu cativeiro foi especialmente duro por ser mulher

Toronto (Canadá), 28 set (EFE).- A ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, quem esteve sequestrada pela guerrilha das Farc, declarou em entrevista emitida hoje pela televisão pública canadense que seu cativeiro foi especialmente duro por sua condição de mulher entre homens.

EFE |

Betancourt também afirmou que os guerrilheiros que a mantiveram em cativeiro durante seis anos a "odiavam" porque pensavam que era uma pessoa privilegiada.

A política colombiana foi sequestrada dia 23 de fevereiro de 2002 no departamento de Caquetá quando fazia campanha para as eleições daquele ano.

"Foi muito duro. Ser um prisioneiro é muito duro. Mas ser uma mulher prisioneira entre homens é muito duro. É como ser um prisioneiro duas ou três vezes", explicou.

Durante a entrevista, Betancourt também se mostrou emocionada quando lembrou como ficou sabendo da morte de seu pai enquanto estava retida pelo grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), se sentindo "muito culpada".

"Meu pai estava muito doente e não queria fazer essa viagem. Mas ao mesmo tempo havia gente que me esperava. Nunca pensei que a guerrilha poderia me sequestrar porque 10 dias antes tinha estado com todos os comandantes das Farc", declarou.

Betancourt visitou na semana passada o Canadá para receber vários prêmios, entre eles a medalha de honra da Assembleia Nacional de Québec (o Parlamento da província) e o prêmio Mulheres de Coragem concedido pela organização Repórteres Sem Fronteiras. EFE jcr/fk

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