Buenos Aires, 1 dez (EFE).- A franco-colombiana Ingrid Betancourt disse que sua próxima visita à Argentina é mais que um compromisso do coração, para agradecer esse país as gestões de apoio a sua libertação, depois de permanecer mais de seis anos seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"O senhor não imagina a dívida tão grande que tenho" com a Argentina, disse a ex-refém, em entrevista publicada hoje pelo jornal argentino "Clarín", por ocasião da viagem que realiza por sete países sul-americanos.

Betancourt destacou o "esforço enorme" por sua libertação do ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner (2003-2007), e que "foi seguido amplamente" pela esposa dele e atual chefe de Estado argentina, Cristina Fernández.

"Cristina não só acolheu essa bandeira (pela libertação de seqüestrados das Farc), mas a levou além, com todo o carinho, respeito e tratamento especial que deu a minha mãe (Yolanda Pulecio) nos momentos mais obscuros", disse.

No final de 2007, pouco depois de deixar a Presidência argentina para a esposa, Néstor Kirchner liderou uma fracassada missão diplomática coordenada pela Cruz Vermelha Internacional para resgatar Betancourt e outros seqüestrados pela guerrilha colombiana.

Betancourt se reunirá hoje, em Quito, com o presidente do Equador, Rafael Correa, dentro de uma viagem que também inclui Peru, Chile, Argentina, Brasil, Bolívia e Venezuela, nesta ordem. EFE alm/an

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