Bogotá, 7 jul (EFE).- A ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, libertada em 2 de julho após mais de seis anos em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), anunciou em entrevista publicada hoje que acompanhará de Paris a manifestação programada na Colômbia para pedir a libertação dos reféns da guerrilha, já que teme um atentado em seu país.

"Minha família me pediu para não ir à manifestação de 20 de julho", indicou a ex-candidata, que tem também nacionalidade francesa, ao jornal colombiano "El Tiempo".

Ela acrescentou que o protesto pacífico de 20 de julho "vem sendo muito anunciado, e qualquer pessoa que queira fazer um atentado terá tempo suficiente de preparar algo".

Ingrid Betancourt foi resgatada na quarta-feira passada pelo Exército da Colômbia junto a três americanos e onze policiais e militares colombianos que estavam em poder das Farc.

Ela confirmou que por enquanto permanecerá em Paris, onde receberá a Ordem da Legião de Honra no próximo dia 14 de julho.

"Minha família teme que as Farc queiram se vingar, pois foram muito atingidas por esse golpe", disse Ingrid Betancourt.

"Eu quero estar lá, quero acompanhá-los, pois pedir a liberdade dos demais colombianos seqüestrados é um compromisso absoluto", expressou.

Como alternativa à sua presença na Colômbia, disse que planeja "algo que permita estar no país, mesmo sem estar lá".

Ela citou a possibilidade de marchar em Paris e instalar um telão na Praça Bolívar, em Bogotá, "para que os seqüestrados da Colômbia sintam o apoio de todo o mundo".

A ex-candidata elogiou ainda a ação militar do Exército colombiano, mas esclareceu que "isso não quer dizer que esteja de acordo com tudo o que o presidente Álvaro Uribe faz no Governo".

"São diferenças de avaliação da situação política. Uribe parte da base de que a crise social colombiana é resultado da violência. Eu acredito que a violência é fruto da crise social colombiana. Eu acho que são muito importantes os investimentos sociais, mas para Uribe são mais importantes os investimentos em segurança", assinalou. EFE gta/gs

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