Berlusconi unifica partidos italianos e promete reforma política

Por Paolo Biondi ROMA (Reuters) - O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, finalizou um congresso de três dias neste domingo com a fusão dos principais partidos conservadores do país e prometeu realizar mudanças políticas, incluindo a adoção de medidas para dar mais poder ao premiê.

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Outras alterações prometem aprimorar procedimentos parlamentares, transferir poderes à regiões e reduzir impostos.

Berlusconi disse a repórteres que o partido Povo da Liberdade -- uma fusão do movimento Forza Italia fundado por ele há 15 anos e o partido de direita Aliança Nacional (AN) -- já teria 44 por cento dos votos e deve crescer ainda mais.

"Nós queremos chegar a 51 por cento. Um grande partido como o nosso não pode ficar satisfeito nunca", disse o empresário, de 72 anos, em seu pronunciamento no encerramento do evento.

"Há ainda tantos italianos que podem se unir a nós para tornar a Itália realmente moderna, livre e europeia", disse Berlusconi, que está em seu quarto mandato.

A Aliança Nacional é um herdeiro distante do partido fascista de Benito Mussolini, que sob a liderança do ex-ministro das Relações Exteriores Gianfranco Fini vem se aproximando do centro nas últimas duas décadas.

A coligação dos dois partidos nas eleições de 2008 levou Berlusconi de volta ao poder e, ao lado do regional Liga do Norte, formam a coluna dorsal da coalizão de centro- direita italiana.

Em meio a promessas, Berlusconi afirmou que irá endurecer o critério de contratação de professores e tornar o idioma inglês obrigatório no ensino médio.

"Nós vamos revitalizar e enriquecer a Constituição", disse Berlusconi, com o objetivo de agilizar a tomada de decisões. "O primeiro-ministro tem que receber grandes poderes, poderes reais", acrescentou.

Com a oposição de centro-esquerda incapaz de conseguir unidade e direção desde as últimas eleições, os índices de aprovação a Berlusconi aumentaram apesar do impacto da crise global na Itália, a terceira maior economia da zona do euro.

"Nós vamos sair dessa crise bem e ninguém vai ficar para trás", disse Berlusconi. "Nós vamos mudar a Itália e defender a democracia e a liberdade."

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