Berlusconi só precisa ficar um dia da semana sem sexo, diz médico

Segundo seu médico pessoal, premiê italiano é homem superior física e intelectualmente e pode manter seis relações por semana

iG São Paulo |

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, é um homem superior física e intelectualmente e pode manter seis relações sexuais por semana, apesar de precisar descansar no sétimo dia, comentou o médico pessoal do chefe de governo italiano em uma entrevista publicada nesta quarta-feira.

"Ele pode ter, sem exagero, seis relações sexuais por semana", disse Umberto Scapagnini à popular revista italiana "Novella 2000". "Esse ritmo semanal não é nada para um homem como ele, de 74 anos, que venceu o tumor da próstata", disse também o médico, que é deputado do partido fundado por Berlusconi, o Povo da Liberdade (PdL).

O médico contou tambem que mencionou com seu paciente a possibilidade de aplicar injeções na base do pênis para estimular o fluxo sanguíneo, aconselhando-lhe uma única coisa para manter intacta sua energia: uma soneca de 45 minutos todas as tardes.

Berlusconi, que cultiva sua reputação de sedutor e mulherengo, sempre faz piadinhas, geralmente de mau gosto, para propagandear seus dotes de Don Juan.

Escândalo sexual

Nesta quarta-feira, a Corte Constitucional italiana considerou "admissível" o recurso apresentado pela maioria parlamentar do premiê italiano contra o julgamento pelo caso Ruby, no qual Berlusconi é acusado de prostituição de menor e abuso de poder. Apesar de não ter se pronunciado de maneira concreta sobre a questão, a corte afirmou que examinará se o Tribunal de Milão tem competência para processar o primeiro-ministro.

A corte decidirá sobre o recurso em vários meses, segundo fontes judiciais. A moção apresentada pela maioria governamental afirma que o chefe de governo deve ser julgado apenas por um tribunal de ministros, ou seja, um colégio formado para a ocasião.

Berlusconi é acusado de ter pago pelos serviços sexuais de Ruby, apelido da jovem marroquina Karima el-Mahrung, quando ela tinha 17 anos, e de ter atuado junto à polícia de Milão para obter a libertação da jovem, depois que ela foi detida por roubo em 27 de maio de 2010.

Segundo a maioria parlamentar, Berlusconi não cometeu abuso de poder, já que atuou no caso por razões "institucionais" por acreditar que a jovem era sobrinha do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak. Portanto, deveria ser julgado por uma instituição do Parlamento.

O julgamento pelo chamado caso Ruby começou em abril e a próxima audiência foi programada para 18 de julho.

A situação judicial do Cavaliere se complicou desde que, em 13 de janeiro, a Corte Constitucional anulou parcialmente, até outubro, a lei que garantia imunidade a Berlusconi como chefe de governo, decisão que implicou a abertura de vários processos pendentes.

*Com AFP

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