Berlusconi reúne gabinete para falar de imigração ilegal

Por Phil Stewart NÁPOLES, Itália (Reuters) - O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, usou sua primeira reunião de gabinete, em Nápoles, na quarta-feira, para tratar da crise do lixo nessa região e apresentar propostas para intensificar o combate à imigração ilegal.

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No topo da agenda do novo governo italiano, conservador, encontra-se o combate aos imigrantes ilegais, especialmente aos ciganos apresentados pelos direitistas do governo e por grande parte dos meios de comunicação como um problema criminal.

Grupos de defesa dos direitos humanos e outros países da União Européia (UE) advertiram sobre o perigo de isso fomentar o racismo.

Berlusconi, 71, magnata do setor de telecomunicações, garantiu um terceiro mandato como premiê ao vencer a centro-esquerda na eleição de abril. O dirigente deve anunciar também uma redução nos impostos a fim de ajudar os italianos a enfrentarem a atual recessão na terceira maior economia da zona de euro.

No entanto, moradores de Nápoles mostravam-se ansiosos por uma solução imediata para a crise do lixo na região, um problema antigo que atingiu novas proporções nas últimas semanas, período durante o qual grandes quantidades de dejetos acumularam-se nas ruas, contaminando o ar, deixando doentes as crianças e afastando os turistas.

Pilhas de lixo com 1 metro de altura foram incendiadas por moradores da cidade indignados com a incapacidade das autoridades de limpar as ruas. O problema complicou-se ainda mais devido ao envolvimento da Camorra, a máfia da região, em um esquema de coleta e descarregamento ilegais do lixo.

Enquanto os ministros reuniam-se na área central de Nápoles, o arquiteto Raffaele Rusciani bebia café perto dali e manifestava sua dúvida sobre a possibilidade de o novo governo solucionar a crise de uma hora para outra. Por enquanto, as autoridades limitaram-se a limpar o centro da cidade a fim de receber Berlusconi e seu ministério.

'Nossos problemas não poderão ser resolvidos de um dia para o outro. Nós temos enfrentado esse problema do lixo há 15 anos e eu não prevejo nenhuma mudança real dentro em breve', disse.

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