Berlusconi responde a acusações sobre caso com ministra

Roma, 4 jul (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, reclamou hoje da tentativa de afundá-lo na lama com intrigas sobre si e seus ministros, em referência, aparentemente, às insinuações feitas pela imprensa sobre um suposto relacionamento entre o governante e uma de suas ministras.

EFE |

Embora nenhum jornal ou outro veículo de comunicação tenha publicado a relação, a imprensa italiana comenta hoje a existência de conversas de Berlusconi nas quais ele falaria sobre seu "tórrido" romance com uma ministra, antes de esta ter sido nomeada.

A imprensa também não especifica quem é a ministra, mas aponta para a de Igualdade de Oportunidades, Mara Carfagna, ex-apresentadora de televisão, ex-modelo e finalista no concurso Miss Itália 1997.

O jornal "Corriere della Sera" dedica hoje uma página ao caso, na qual exibe opiniões sobre o tema, como a de um jornalista do "Giornale" - periódico da família Berlusconi - que é a favor da saída da ministra do Governo, mas não pelas conversas telefônicas, e sim porque diz que ela não está preparada para o cargo.

O mesmo jornal lembra que Berlusconi já teve problemas no passado por seu apoio a Carfagna, quando o primeiro-ministro disse em público que, se não fosse casado, pediria a ministra em casamento.

Essa medida fez com que sua mulher, Veronica Lario, publicasse uma carta exigindo que Berlusconi pedisse desculpas públicas. Ele acabou acatando à solicitação.

Os periódicos escrevem sobre o assunto e dão a entender que todo mundo sabe a que se refere, e afirmam que as conversas teriam ocorrido antes de Carfagna assumir o cargo.

"É certo que, em um documento de áudio, (o primeiro-ministro) explica a Fedele Confalonieri (presidente da Mediaset, o grupo midiático de Berlusconi) as razões da entrada de alguma ministra no Governo?", questiona em artigo o jornal "La Repubblica".

Em outra reportagem do mesmo veículo, é possível ler que "realmente é clara a impotência de um chefe de Governo que consegue nomear ministras e secretárias de Estado, mas não consegue transformar uma mulher em dançarina, atriz ou cantora".

O colunista se refere às recentes escutas telefônicas publicadas, nas quais Berlusconi pedia a um responsável da "TV RAI" para colocar várias mulheres na televisão pública.

O primeiro-ministro parece ter respondido a todas essas conjeturas ao declarar em entrevista coletiva: "As pesquisas demonstram que as fofocas sem fundamentos que ocupam a primeira página dos jornais não diminuíram a confiança que os italianos têm no Governo". EFE alg/fh/db

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